Updated 2004.10.07

 
À People não faltam pessoas
 

A discoteca People, na Rua Industrial, próximo do IADE em Lisboa, está com uma enorme projecção. Numa semana recente, além da multidão habitual das noites do weekend lisboeta e com umas "noites universitárias" pelo meio, a Marta Aragão Pinto, directora de comunicação, ainda encontrou tempo para a realização de duas festas de empresas com entrega de prémios: a da revista Men´s Health e a do SAPO online awards.
A prisma:magazine foi investigar.

Texto:Ana Sofia Paisana. Entrevista James Lanham

A semana passada tiveram lugar na Discoteca People dois eventos, com a festa da Men's Health e do Sapo é fácil de entender que a People está com maior projecção. A que se deve este sucesso?

Marta: O ano passado, quando abrimos, verificámos um bocadinho o "efeito novidade". Isso jogava a nosso favor porque aparecemos numa altura em que a noite e os espaços existentes estavam um bocado sem graça, digamos assim, e tentamos criar um conceito descontraído. Queríamos utilizar da melhor forma este espaço que é enorme e tem inúmeras possibilidades de aproveitamento.
Em 2003, penso que beneficiamos do efeito de sermos uma discoteca nova mas este ano é a nossa prova de fogo. Aqui em Lisboa fechámos durante dois meses no Verão para realizar uma grande festa no Algarve, em Sagres. Isto numa época em que o nosso público-alvo se concentrava nas festas de Vilamoura. Ao contrário das expectativas de muita gente a festa foi um êxito. Numa parceria com a Revista Lux baptizámos a festa por Summer People Lux 2004, e embora planeámos a presença de 3000 pessoas estiveram lá 5500 numa noite em que o tempo estava óptimo. Desta forma, alcançamos uma posição especial no mercado porque se vê que a People não é somente uma discoteca mas um projecto, um conceito.
O nosso segredo é oferecer um excelente espaço alargando ao máximo o nosso leque de actividades. A People destaca-se das restantes devido à atenção que dedicamos aos clientes e à equipa. Dando importâncias ás relações internas é mais fácil lidar com as externas.
E, claro está, uma discoteca não tem de ser apenas um espaço de diversão nocturna. Pode ser também um excelente veículo para o marketing das empresas. A L'Oreal, por exemplo, fez o lançamento das suas novas tintas para o cabelo cá e conseguiu alcançar plenamente os seus objectivos.


A Marta está no projecto desde o início? Como surgiu esta ideia? Como foi o processo?

Marta: Sim, desde o inicio. A discoteca abriu no dia 7 de Novembro mas o projecto começou a ser posto em prática em Janeiro de 2003. Tivemos de fazer os estudos de mercado necessários para abrir um espaço destes com alguma segurança. Estruturámos uma equipa de 20 pessoas e criámos um conceito e uma decoração. Foi necessário encontrar um espaço mas a actual local não foi o primeiro a ser escolhido. No primeiro sítio encontrámos grandes dificuldades ao nível das autorizações camarárias e outras. Tivemos que desistir. Entretanto tivemos conhecimento que este espaço ia tornar-se disponível!

Quais foram os primeiros motivos de preocupação?

A "Porta" era uma preocupação. Queríamos que não fosse uma grande confusão como é habitual num local destes e, fiéis ao nosso conceito, decidimos colocar mulheres à porta. Resultou pois os que não são admitidos fazem mais cerimónia e não criam distúrbios. Faz parte também da nossa estratégia ter apenas homens no bar, são esses os nossos verdadeiros Relações Públicas.
Definimos o nosso público-alvo como jovem, da classe média/média alta e super descontraído.

Até que ponto contribui a localização para este sucesso? A People está perto de uma universidade, o IADE. A ETIC está próxima e e outos famosos bares do 24 de Julho.

Marta: Na minha opinião não se prende tanto por aí. É principalmente por estarmos no centro, perto de tudo, as pessoas correm os bares de Santos, têm estacionamento e se quiserem apanhar um táxi ou um comboio, é fácil.

Como define a vossa oferta em relação às empresas que querem lançar um produto?

Marta: Para isso a nossa oferta é excelente. Podem aproveitar o nosso espaço, que se adapta a qualquer decoração, devido à neutralidade da cor das paredes, por exemplo.
O nosso público-alvo é ideal para conseguir alcançar os objectivos de marketing em quase todos os casos.
Além disso, temos todo o tipo de meios audiovisuais à disposição.
FIM

 

Labo2 na Euro2004/Labo2 at the Euro2004 championship

 

Raras são as oportunidades de mostrar o poder da impressão digital em grande
formato para tantos espectadores.

Cerca de 2,5 bilhões de pessoas de várias partes do planeta (conforme cálculos dos especialistas) tiveram a oportunidade de ver uma gigantesca mostra de impressão digital que poderá se tornar uma moda nos próximos grandes eventos mundiais.

The chances to show the power of digital printing in large format for so many spectators are rare. About 2,5 billion people all over the planet (as calculated by specialists) had a chance to see a huge sample of digital printing that probably will become a fashion in the next great world-wide events.

"Se a moda dos grandes costureiros encontra nas passarelas o destaque para as novas ideias. A moda da impressão digital gigantesca bem poderá desfilar pelos grandes estádios mundiais utilizando o poder de comunicação do desporto para fazer da imagem um espectáculo a adicionar ao evento central.,
os grandes anunciantes vão aproveitar bem a ideia." Afirma Francisco Bruno CTO of Labo2.

If the great fashion designers find in parades, the prominence for the new ideas, the fashion of huge digital printing can perfectly be able to parade in the great world stadiums. Using the sports power of communication to make spectaculars additions to the central event, the great advertisers will start to think about it and probably will use the idea with benefits."
Affirms Francisco Bruno -CTO of Labo2.

Foi o que aconteceu na festa de encerramento do Euro 2004, uma competição de futebol europeia que está fortemente ligada ao maior espectáculo do futebol que é a copa do mundo. Pois foi no Euro 2004 que se definiram as estratégias para quem deseja vencer a grandiosa competição mundial de 2006 na Alemanha.

It was what happened in the closing party of Euro 2004, a European soccer competition strongly linked to the greatest soccer amusement, the Word Cup.
Therefore, some strategies of who wants to win the big worldwide soccer competition of 2006 in Germany had been defined In the Euro 2004.

Na festa de encerramento foi exposta uma imagem impressa em equipamento Vutek 5330 de propriedade da Labo2 Digital Printing Portugal. A imagem em questão possuía 7342 metros quadrados e foi necessária uma boa dose de engenhosidade para desenrolar tamanha quantidade de material em poucos segundos.

In the ceremony a super-wide image was displayed, printed on a Vutek 5330 - property of Labo2 Digital Printing Portugal. The image was 7344 square meters wide and was necessary a good dose of ingenuity to uncurl so great amount of material in few seconds. Imprimir durante 9 dias 7344 metros quadrados para serem vistos durante alguns minutos pode parecer uma visão minimalista deste grande trabalho.


Neste artigo, analisaremos tudo o que foi necessário para realizar tamanha obra e comentar também outros trabalhos de grande e médio formato realizados pela Labo2 DP.

Print during 9 days 7344 square meters to be seen during some minutes can seem a minimalist vision of this great work. In this article, we will examine everything that was necessary to carry through so great work and also comment other wide jobs carried through by Labo2 DP.

"Fundada pelo Dr. José Alegria, a Labo2 imprimiu milhares de metros quadrados para a exibição mundial Expo98 o que alavancou imenso o volume de negócios e know-how que desde 1998 tem contribuido fortemente para o incremento da impressão digital em Portugal, inicialmente com máquinas
baseadas em toners, posteriormente com duas Durst Lambda. Cirurgião dentista de profissão, e amante da fotografia por herança paterna, o Dr. Alegria preocupa-se sempre em estar um passo adiante. Infelizmente ele não pode participar desta entrevista por estar numas bem merecidas férias", Diz
Francisco Bruno.

"Established by Dr. Jose Alegria since 1983, Labo2 printed thousand of square meters for the world-wide exhibition Expo98 what made grow immense the business volume and know-how. Since 1998 Labo2 has contributed strongly for the digital printing increment in Portugal, initially with machines based on toners, later with two laser Durst Lambda. Dr. Jose Alegria is a surgeon dentist and a photography lover as paternal legacy, he is always concerned in being a step ahead". Says
Francisco Bruno

" Nós preocupamo-nos fortemente com a inovação tecnológica e com a escolha dos nossos fornecedores de equipamento ao ponto de elegermos a Vutek, na nossa concepção, o maior fabricante mundial de impressoras digitais, como o nosso principal fornecedor desde 1999 o que nos proporcionou um crescimento explosivo tanto ao nível de equipamentos quanto de facturação e número de funcionários, 42 actualmente." Afirma Francisco Bruno. Salienta ainda que "A aposta em equipamentos Vutek levou a empresa a comprar no período de apenas
4 anos os modelos 3300, 2360, 5300, 3360, PressVu 180EC, e 5330. Estas aquisições por consequência levaram a uma modernização do sector de acabamentos e montagens exteriores com a construção sob encomenda de um
camião contendo ferramentas especiais para instalações exteriores , uma frota de veículos próprios, uma máquina FIAB para vulcanizações, laminadoras e uma máquina de corte Zund"

We are committed with technological innovation and with our equipment suppliers to the point to choose Vutek, in our conception, the biggest world-wide manufacturer of digital printers, as our main supplier since 1999
This partnership provided an explosive growth in such a way that our income and equipment installations multiplied by 4 and currently we have 42 employees affirms Francisco Bruno. Still saying that "Betting in Vutek equipment took the company to buy models like 3300, 2360, 5300, 3360, PressVu 180EC, and 5330 in a period of only 4 years. These acquisitions as consequence had led to a modernization of the finishing sector and out-door
assemblies with the project in-house of a tool-truck special for exterior installations, a fleet of proper vehicles, a machine FIAB for vulcanizations Laminators and a cut machine Zund
.

Euro 2004 foi um trabalho altamente secreto "Fomos contactados pelos organizadores do evento para realizar várias obras no arranque e no encerramento da competição Euro 2004, eles pediram à Labo2 a assinatura de um acordo de confidencialidade sobre tudo o que estava a ser impresso para não haver fugas de informação eventualmente. E foi assim que em maio durante a DRUPA em Dusseldorf, enquanto
pesquisávamos por inovações no sector imprimia-se em ritmo alucinante a secreta imagem da "calçada portuguesa",

The "Portuguese pavement".

Closing Euro 2004 was a highly secret job We have been contacted by the event organization to carry through some jobs
in the openings and in the closing of the competition, they had asked Labo2 to sign a confidential agreement on everything that was to be printed. They wanted to avoid information escapes eventually. In May during the DRUPA in Dusseldorf, while we searched for innovations in the sector Labo2 printed in hallucinative rhythm the job of a "Portuguese
sidewalk".

 

"Foi impresso numa Vutek?" Como CTO da Labo2 Francisco Bruno conhece bem as dificuldades técnicas para
realizar um trabalho destes, assim como, os equipamentos mais adequados para o efeito. "Reconheço que somente uma Vutek de 5 metros a 360dpi de alta velocidade de impressão, pode imprimir algo em tão pouco tempo com alta resolução, sem bandings, sem falhas técnicas ou de imagem".
Para simular a calçada portuguesa foi escolhido o material Mesh pela sua
leveza e pelo bom resultado de imagem que proporciona a uma certa distância de visualização.

Printed just in time

We built the reputation for being able to do the almost impossible jobs, in a short term. Many customers in Portugal when looking at high quality printed jobs make the classic question: "It was printed on a Vutek ?" As CTO of Labo2 Francisco Bruno knows very well the technical difficulties to print a job like the sidewalk, as well as the needed equipment . "I recognize that only a Vutek , 5 meters 360dpi, high speed, can print something in so little time with high resolution, without bandings, imperfections or failures". To simulate the Portuguese sidewalk the Mesh material was chosen for its resulted slightness and the good results it provides to a certain distance of visualization.

Simulações prévias no estádio De acordo com cálculos da Initiative o evento foi visto no estádio por 65
000 pessoas e pela TV para 2,5 bilhões de pessoas em 52 países. Nada poderia falhar, por isto, as equipas encarregues de "desenrolar" as gigantescas impressões fizeram vários ensaios no estádio antes do dia D.

Previously simulated in the stadium In accordance with calculations done by specialist the event was seen inside
the stadium for about 65.000 people and on TV by 2,5 billion people in 52 countries. It could never fail, so that, many teams simulated "to uncurl" the huge printing making some tests before D day.

 

Marta adora novos projectos

Marta Aragão Pinto tirou o curso de Comunicação Empresarial no Instituto Superior de Comunicação Empresarial com o objectivo de seguir jornalismo mas, com o decurso dos seus estágios e da sua experiência, decidiu que não era essa a actividade que queria seguir. O que Marta descobriu é que gosta mesmo de criar e planear projectos. Numa palavra: inovar. Sendo assim, não resistiu quando Sofia Cunha e Silva - uma das duas irmãs que são proprietárias da discoteca People e uma amiga de longa data - lhe propôs envolvimento num sonho que estava a planear concretizar. Foi desta forma, que Marta, após algum tempo a prestar cuidados especiais à sua jovem família, começou um projecto de raiz, o que realmente lhe dá um prazer muito especial.
No seu percurso profissional Marta conta com uma passagem pelo Correio da Manhã, pelo Stones como Relações Públicas, ainda por outros espaços nocturnos como o T-Clube e o Kapital, pelo Gabinete 1 da revista "Eles&Elas"na área de eventos e pela empresa de direct marketing 3C em 2003, onde foi Account.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
Jane Cedrone,
 

marketing manager of Vutek Company - Meredith - USA.
Interviewed Francisco Bruno, Chief Technology Officer of Labo2 about the role of this Portuguese Company in the European Soccer Competition Euro 2004

 

 

 

 

 
Entrevista com Tiago Santos Lima da Coca Cola
 

A Coca Cola está no meio de uma grande promoção por todo o país: Portugal a Cantar é um ciclo de concertos a ser realizado com nomes sonantes da música portuguesa. A Prisma on-line falou com Tiago Santos Lima. Entrevista de Ana Sofia Paisana.

1. Resumidamente, qual o balanço das acções dos anos anteriores até agora do ciclo "Coca-Cola Portugal a Cantar"?

R: O balanço é positivo. As edições de 2002 e 2003 foram muito bem aceites pelo público português o que nos levou a continuar este projecto em 2004.

2. Com um investimento obviamente tão grande (pode-nos dar uma ideia da ordem de grandeza?) será que o retorno em termos de imagem e vendas é plenamente justificado?

R: Por questões de confidencialidade não revelamos valores de orçamento relacionados com as nossas actividades de marketing. No caso do projecto "Coca-Cola Portugal a Cantar" o investimento tem aumentado significativamente de ano para ano em que o nosso principal objectivo é incrementar a associação da marca Coca-Cola à música. Neste caso esta aposta foi realizada através da música Portuguesa cujo retorno em termos de imagem para a marca Coca-Cola é francamente positivo. Em termos de vendas é difícil estabelecer uma relação directa.

3. Quais os critérios que presidem à escolha dos locais para a realização dos concertos?

R:O critério principal para a escolha dos locais dos concertos são as zonas do país onde se encontram os jovens portugueses durante o período de férias do Verão e locais em que existe uma grande concentração de pessoas durante um determinado período como são as festas locais no interior do país.

4. Em que consiste a vossa parceria com a marca de roupa "Lion of Porches" e porquê esta marca a escolhida?

R: É uma parceria que pretende dar mais contéudo e cor ao projecto "Coca-Cola - Portugal a Cantar".Para o efeito a "Lion of Porches" desenhou uma colecção dedicado ao projecto que é utilizada pelos artistas e músicos durante os concertos bem como por todos os elementos da organização que acompanham a tournée.

5. Que promoções estão a ser realizadas durante os concertos? ("Sampling", distribuição de chapéus, t-shirts, "crachás", toalhas e sacos de praia, etc.).

R: São oferecidas pelos artistas aos espectadores t-shirts da colecção da tour durante cada concerto.

6. Estão em promoção outros produtos da Coca Cola (por exemplo, "Burn" ), durante os concertos?

R: Em termos de imagem a única marca presente é a Coca-Cola. Mas estão disponíveis para consumo nos recintos onde se realizam os concertos o nosso portfólio de bebidas que inclui a bebida energética "Burn".

7. Quais os planos da Coca Cola para o lançamento da bebida "Dasani" em Portugal?

R: Estamos a estudar a possibilidade de lançar uma marca de água em Portugal mas se o fizermos não será a bebida "Dasani".

 
Was "Cog" a RIP-OFF?
 

Adforum has just published an interesting series of articles about the award winning film "Cog" for Honda. Here is an excerpt from the interview done with the Swiss Film company T&C Films

For more see: www.adforum.com

We first learned about the campaign of Honda through viewers in UK and US who contacted us in April 2003. Neither the artist nor T & C Films, as the producer and distributor of the film, has been consulted about the making of the ad. Of course the artists are aware of other works of other artists and that they did not invent the chain reaction, but the Honda-commercial is an obvious plagiarism of THE WAY THINGS GO.

The film THE WAY THINGS GO became a classic since 1987 and an international success. It was shown worldwide in many international art museums, exhibitions and on Television. Companies and ad agencies have asked for permission to use the film on several occasions since 1987, but for us it is an art work so we have always say no.

When the campaign "COG" was released in the UK without making any reference to the artists and the ignorance of Wieden+Kennedy (Honda) of any resemblance to THE WAY THINGS GO by Fischli/Weiss, showed the typical example how artists work is used as a blueprint and model by advertisements .

The COG is an re-enactment of the Fischli/Weiss film (the set-up, lighting, sequences of events and object used and the artistic realization) and overall impression are similar to THE WAY THINGS GO. Checking the law we found out that this is a borderline case for law (copyright and authorship) as in UK it is treated under common law and artists are not protected like in our continental system where artists/creative people are more protected. We learned that we would not have the chance to start/open a lawsuit in UK (financially as it would have taken also a long time) as a small independent company from Switzerland against the multinational group.Our first intention has never been to get a financially compensation when we started to claim damages, it was a poetic justice in the name of independe

nt art we adjusted for. At the end the enormous reaction by viewers, who compared the ad with the artwork of Fischli/Weiss, proofed us that a lot people know the original.

Sincerely,

T & C Film AG

 

 
Fred&Farid: the PONY relaunch
 
     

prisma:online:
So you did the Re-launch of Pony, starting February? How was the pitch for the account?

Fred&Farid:We won the worldwide account after a pitch against Crispin Porter Boguvsky Miami and Mother New-York. Crispin used to run this account before.It's an international campaign that will run in 120 countries around the world. The official launch of the campaign was mid February.Our client Killick Datta is the boss of GMBI and they own Pony, Xo-Xo, Mecca, DryShod and are in charge of the distribution of Diesel shoes and Nautica shoes in the USA. John Lewis is the Marketing Director on Pony, and the other brands of GBMI. He is one of the best marketing director we've met. He used to work for Nike before and has an amazing understanding of advertising.

How did the work go?We worked together with John to define the 5 strongest visuals out of 30 visuals we brought. A bit of history: Pony was born in 1973. This brand always showed a rebellious character. It has always been irreverent: for instance, they used to pay cash to some of the athletes just before the race to make them accept to change their shoes for Pony shoes… imagine the face of the official sponsors, seeing on TV their official athletes running with the competitors' shoes. Pony really belongs to the Hip-Hop culture today.The campaign before our´s showed boxers with porn-stars. Pony is the alternative to the mainstream brands Nike, Adidas, Puma and Reebok. Now you can find Pony in all the cool shops in New-York and Brooklyn. We see on TV, international Stars like P.Diddy, R Kelly, Ashton Kutcher, Christina Aguilera, or Justin Timberlake wearing Pony shoes and accessories.The agency: Goodby Silverstein & Partners was great to work with Rich Silverstein on this campaign. We went in to Santa-Barbara with just one route and strong creative convictions. That made the difference with the two other agencies (Crispin and Mother), and we won the business.

What were they like to work with? Rich is an amazing creative director, with convictions and a real passion for great creative work.We were all immediately very enthusiastic in the agency to work on this brand, just because Pony is already a part of our culture. We used to wear Pony shoes in the eighties. It was really cool at that time… and it's becoming cool again today with the vintage fashion. It's an exciting challenge to give a second birth to this brand. It's an exercise we had never done before: The rebirth of a brand. The campaign It shows a confident brand with an attitude. Take the 5 visuals, and try to substitute the Pony logo by the competitor's logos like Nike, Adidas, Reebok or Puma; it doesn't work. Pony must be the only athletic brand that can behave in such an irreverent way. This brand has the potential to become the coolest athletic brand in the next years. The advertising campaign has to be the reflection of that.The way we worked on the campaign: We went into Santa Barbara with Rich Silverstein, and we were amazed by the creativity of the Pony footwear designers. Those guys surprised us with the way they saw feet.
So we decided to surprise them with the way we saw the feet too.Second main constraint: The Pony campaign had to run in 120 countries around the world. So the campaign had to be also universal. As a creative team, it's the biggest campaign we've ever done.

The 5 visuals1- Luv Bird
2- Angry baby
3- Love & Hate
4- Foot fucking
5- Black Jesus

The Pony campaign is built around 5 icons with 5 different ideas. We didn't want to standardize the campaign with one single creative mechanism. We didn't want either the usual cheap and alluring tagline. There is no tag line on the campaign. We preferred to let the young people (our target) free to interpret the 5 visual the way they want.The most important for us was to show a confident brand with an attitude and a strong irreverent personality. Basically we wanted people to stop and look at the ads. The biggest risk when you arrive on such a crowded market is to be inefficient, to not been seen… No one notices your ad, and after a few months, you realize that you spent all that money for nothing. We wanted to generate a reaction from the viewer and ideally… creating a little debate around each picture.
Luv bird
The "Luv Bird" is a good visual to sum up the pony positioning: feet with attitude. It's a funny way to speak like our target (the young people). It's just a foot saying: "Fuck you". It took us one year to understand the American mentality… Now we got it. The humor comes also from the fact that we shot it in a very dramatic way, almost like a classical portrait, with a beautiful light. The art direction emphasizes the "depth" of the message. Be sure that some bad spirits will also see here a "Fuck-off" to the Pony competitors.

Angry babyThis baby-boy is so cute. He has more attitude than Eminem. This baby could be the generic ad for Pony. Pony always behaved like a young and fresh brand… This baby sounded just perfect for this brand. He's got an attitude. He's a good symbol for Pony.

Love & hateThe "Love & hate" is the eternal choice between good or evil… right or wrong… Pony or Nike… yes or no… etc. It's also a reference to one of the best American movies all time: "The night of the hunter", from Charles Laughton, starring Robert Mitchum as a psychopath killer dressed in a priest clothes, chasing two orphans. The twist is that this time, we put the tattoos on the feet instead of the hands. It just tells you that with Pony, the attitude comes from the feet. It's just more fun like that.

Foot fuckingThe big toe looks like a sex in erection. This ad defines one of the ambitions of the brand: Your feet can be sexy. You can be sexy from the head to the feet. The designers of Pony are really foot-fetish, foot voyeurs, foot-crazy… In the sport market, shoes are not accessories. Today you don't buy sport shoes only to play sport. It's a part of the urban culture. And this ad illustrates this new component of this market. It's just a way to sexualize the foot, to make it as exciting as the shoes.The foot fucking has a great future. It's becoming the number one sexual custom in America. We have an enormous respect for the big toes.
Black JesusThe "Black Jesus" is the strongest statement we found for this "Hip-Hop" brand. It's saying: "Why should God be always represented by a white guy?" In some ways, it's a very politically correct ad. More shocking than this picture is the fact that most of the churches around the world still have only a white man as the representation of God. It's also a reflection of the open-minded philosophy of the Brand. It's even fairer considering the fact that most of the sports athletes and hip-hop artists on the walls of the teenagers' bedrooms are black.
This ad will not run on the US market.A few anecdotes about the shootTo obtain this really "angry" look on the face of the baby, we gave him a toy… and before each shot, we took his toy away from him. On this picture, the baby is starring at his toy, just above the camera. He was really angry against us.The baby is only 10 months old. He couldn't even stand on his feet. We had to hold him, and then erase our hands in post-production. It was such a pain to tattoo "Mom" with a Gang's tattoos' style on his belly. It's the last time ever we tattoo a baby.It's the tattoo artist of Johnny Depp in New York who drew those tattoos. It was a terrible experience for all of us, because the baby kept on shitting in his diaper during the whole shoot. It smelled terrible in the studio.The condom on the big toe was bought in a specialized shop in New York where you can find all kind of condoms: all colors, all shapes, all flavors, and all sizes. This one is a very small condom.The nail of the Black Jesus was stolen in a ghost city on the west coast. It's supposed to be cursed. We'll see…The photographerSacha Waldman is the photographer of the artist "50 cent". He shoots the covers of his albums. Sacha lives in New York. That's where we shot the campaign. Sacha is really connected to the Hip-Hop industry in New York. He also shoots for Missy Elliot, Jay Z, Ludacris and Lil Bow Wow.The creative team: fred & faridSince a few years, we specialized ourselves on the international campaigns.
We developed a style based on strong visual ideas, with as less word as possible. The visual language is the strongest language, just because it's the most universal and the most memorable. When you see a strong visual, it tattoos your brain forever.This universal language is even more important now that people send the ads to their friends and family all over the world through the internet. If you make a cool visual that everybody understands, you can benefit from a huge free "media plan" through internet. In Europe we worked only on international campaigns (Xbox, Pepsi, Levi's, Brandt). That's the reason why BBH London hired us 3 years ago; they wanted us to Make the launch of Xbox in Europe… (We did the XBOX "Champagne" spot with the baby in the air)… and that's also the reason why we've been hired here at Goodby, Silverstein & Partners.The advertising agencies today have more and more huge international accounts to deal with. Jeff & Rich asked us to not compromise our style. They want us to keep on developing universal visual ideas for the international clients.As creative team, we keep on opening our minds to all the different cultures around the world. We travel as much as we can. We worked in 8 different adverting agencies in three different countries. It's essential today for the creative teams to open their minds to the world. It's crazy, close-minded and backward looking for creative people to stay stocked in only one single culture.

 

 
Last Year in Cannes
 
     

 

Conseguiram arrecadar um leão no festival de Cannes 2002, algo inolvidável para a agência. Com uma proeza destas seria de esperar mais uma vitória…mas esta é uma realidade que não assombra os profissionais da Tempo OMD. À semelhança do ano anterior a equipa partiu rumo a Cannes sem grandes expectativas, mas com dois trabalhos muito bons na manga. Entrevista de James Lanham e Carla Melo antes de Cannes

O festival de Cannes já não é uma novidade, visto que já lá estiveram. Com que espírito vai agora para Cannes como membro de júri?
Não tenho nenhuma expectativa. Eu acho que mais do que a minha presença no júri há um elemento mais importante este ano. Pela primeira vez Portugal está, não em um júri, não em dois (como aconteceu o ano passado), mas em três. E o segundo elemento é o facto de termos conseguido entrar na área de Media. Isto é importante para Portugal.. Com a capacidade de criatividade, já que a dimensão do mercado é limitada se compararmos com o peso de outros países (EUA, Brasil, Japão), que têm uma dimensão grande, dos quais se espera sempre uma grande presença.
Em relação ao júri de Media não tive nenhum contacto, mas alguns conheço de nome. Há um colega responsável da OMD Nordic (Hermann Haraldsson) que faz parte do júri. E conheço o representante espanhol, Jesus Muñoz, actual presidente da Mindshare.
Além disso, nós vamos começar a trabalhar no dia 12 de Junho. E aí teremos o primeiro contacto.
Este ano, pela primeira vez, temos um representante português nos filmes para televisão. E isso é bom para o país. Claro que para a Tempo OMD é importante para as pessoas terem orgulho no que fazem e sentirem-se reconhecidas profissionalmente. E também para as marcas e clientes sentirem que o trabalho que desenvolvem em parceira connosco e com as agências criativas é bom. Pessoalmente, acho que o processo vale muito internamente. O processo de discussão interna e de selecção serve também para colocarmos a empresa a analisar e a discutir o seu trabalho. Isso cria uma dinâmica própria.

Com ou sem grandes expectativas, a verdade é que conquistaram um prémio no ano passado. E este ano vamos ter nova vitória?
Nós este ano vamos enviar dois trabalhos. Agora em relação a prémios, creio que o ganhar não depende apenas de nós, também depende dos outros trabalhos. Não há valor absoluto, quando há um prémio há sempre um valor relativo na comparação. Eu aprendi o ano passado que nós devemos fazer um esforço em explicar bem o nosso trabalho. E isso foi uma aposta ganha. Afinal, nós trabalhamos para as marcas, para divulgar as marcas. No fundo, o Festival de Cannes é um festival de criatividade, mesmo na media. Esta componente é muito importante, se não conseguirmos explicar bem o que está por detrás da campanha, ela pode não ser tão bem entendida. Por vezes esquecemos que há sempre diferenças culturais. E temos que tentar ter uma forma de expressão muito didáctica. Sem grandes juízos de valor e conseguir passar a ideia.

Acha que este método devia servir de exemplo para outras agências?
Não. Cada empresa tem uma identidade própria. Não há uma única maneira de fazer as coisas bem. Quando tentamos fazer, tentamos fazer bem. Eu nunca sei se a nossa maneira de fazer é boa para os outros. Cada um de nós tem uma personalidade própria. O nosso método tem muito a ver com a nossa postura. Tentamos sempre encontrar novas formas de comunicação, ou seja, formas não tradicionais de utilizar os media tradicionais. Há que encontrar uma nova forma de abordagem dos media. Mas não existem soluções perfeitas.

Acha que as agências aperceberam agora de como se pode melhorar a apresentação de forma a fazer entender rapidamente a acção?
Era um problema. Mas eu não vi os outros trabalhos. Só vi os que ficaram escolhidos para a shortlist e para os prémios. Os prémios de Media são recentes, têm quatro anos. E enquanto que num filme publicitário nós o apresentamos para ser visualizado, no caso da Media eles pedem para escrevermos um guião e explicar a ideia. A Media não produz peças criativas no sentido tradicional do termo. E portanto, no ano passado, nós percebemos a necessidade de explicar bem a história. Não basta mandar uma peça, é preciso enviar um guião e apresentar um filme de três minutos, legendado em inglês.

Relativamente às participações portuguesas deste ano está a par das mesmas?
Não. Acho que vou estar a par, mas não procurei saber. Ainda temos algum tempo. Mas mais cedo ou mais tarde acaba-se por saber quais são os projectos portugueses. Também não soube previamente quem ia estar presente no júri, só soube pela Internet.

Agora falando um bocado do panorama internacional, faz alguma ideia de como irá ser a participação dos EUA?
Não faço a mínima ideia. Não sei se há mais inscrições ou menos. As pessoas têm um bocado de medo de viajar nesta altura. Há uma crise económica no mundo e isso tem sempre efeitos na publicidade. Mas no festival de cinema de Cannes os americanos estavam em força. Onde há grandes investimentos, naturalmente há mais espaço para as marcas comunicarem e simultaneamente para a criatividade se exercer. Mas há sempre um equilíbrio nestes festivais.
É verdade que são muito fortes na área criativa, mas às vezes há resultados inesperados. Não se comunica ficando calado. Vale a pena investir em boas ideias de comunicação mesmo em períodos de crise.

Acredita que vai haver alguma política no sentido de influenciar o funcionamento do júri?
Isto é um festival de profissionais e acho muito diferente de um de cinema, porque há um investimento maior na promoção. No nosso meio nós não vemos nenhum investimento a promover trabalhos. E nós sabemos que nos Óscares de Hollywood há um investimento muito grande, cria-se uma espécie de lógica de lobby. Aqui são muitas pessoas a decidir .

Seguindo esta lógica, e para finalizar em grande, perguntamos que repercussões teve o leão que ganharam o ano passado?
Para nós teve algumas a nível da auto estima, mas no exterior as pessoas não falam muito nisso. Provavelmente pode ter ajudado a que Portugal tenha mais do que um representante nos júris. Foi importante para nós enquanto empresa. Não sei se os clientes que ganhámos agora, escolheram a agência por isso, mas acho que não. Penso que nos escolheram pela nossa maneira de pensar as marcas.

...e depois do evento...



E pronto! A proeza fez-se.. A Tempo OMD ganhou de novo! Um Leão de Media foi para a acção de Rik&Rok (Cliente Jumbo), uma campanha de quase cinquenta episódios magistralmente criados pela produtora Mandala.

Leão de Media para Tempo-OMD

Acabou ser anunciado a atribuição do Leão de Media na categoria crianças da secção de Media do Festival Internacional de Publicidade (Cannes Lions), ao programa "As aventuras de RIK e ROK" emitido na RTP 1 e 2 no final do ano passado.

Este é o segundo ano consecutivo que tanto Portugal - como a agência de meios responsável pela concepção daquele programa, a Tempo OMD - ganha leões de Media no Festival de Cannes, agora numa das categorias mais difíceis, as de Crianças.

A necessidade de respeito por este público alvo, bem como a integral observância das restrições legais existentes na comunicação para crianças, tornam este galardão atribuído ainda mais valioso, e bem demonstrativo do rigoroso trabalho executado.

As "Aventuras de Rik & Rok" foram emitidas em ambos canais da RTP entre Novembro do ano passado e Janeiro deste ano.

O trabalho vencedor foi um trabalho criado expressamente para a RTP, como um programa infantil diário de 1 minuto, onde eram contadas histórias enviadas pelos pequenos telespectadores da estação pública, encarnadas pela coruja Rik e o leão Rok.

Rik e Rok são duas personagens criadas no Clube para crianças, com o mesmo nome, pelos Supermercados Jumbo/Auchan.

 
     

Das agências portuguesas que fazem parte da Shortlist de Imprensa, no festival de Cannes, a JWT ganhou um Leão de Ouro com a Salvation Army (Miguel/João/Maria); a Leo Burnett ganhou um Leão de Prata com "Comic" (Kellogg´s All Bran) enquanto a FCB ganhou um Leaõ de Prata com "Mosqito Net" (CS Johnson). Ficou de fora (desqualificada ou retirada) a campanha de imprensa da Livraria Ferin, o que aparentemente teria sido Grand Prix se tivesse sido possível provar a sua "legitimidade" perante a Organização...

Shortlists e vencedores de anúncios portugueses (ver festivais)

 
Zé Ricardo! Finalmente um jurado de Filmes em Cannes.

 

E a honra é toda de José Ricardo Cabaço, o Director Criativo da Grey Home.
Com um longo historial de Direcção Criativa em grandes agências internacionais e uma grande experiência de júri de publicidade nacionais e internacionais, este jovem director de arte foi agora convidado a representar Portugal no júri de Filmes do Festival de Cannes. Há muitos anos que todos nos lamentávamos por Portugal não ter direito a ter um jurado nesta categoria, tão forte e importante e sempre tão concorrida pelas agências portuguesas mas sempre com tão poucos resultados satisfatórios. Este ano, pelo menos, teremos uma voz portuguesa que certamente tudo fará para que injustiças não sejam cometidas. Texto de Luísa Pereira.

"A camisola que eu vou vestir é a da originalidade... nem sequer é a da nacionalidade".

José Ricardo Cabaço

Estamos todos histéricos porque finalmente temos um representante em Cannes na categoria de Filmes e eis que o eleito foi o José Ricardo Cabaço.
É verdade, sou eu.
(Risos)... mas, por causa disso já não temos ninguém em Press& Poster...
Não se pode ter tudo. Mas temos três jurados portugueses em Cannes este ano.
Aliás, quatro porque o Jayme Kopke também é jurado embora em Portugal e não em Cannes.
Fale-nos de José Ricardo, júri em Cannes?
Para já acho que vou sofrer imenso. Tenho um programa de trabalho que é violentíssimo. Começa às oito e meia da manhã todos os dias e acaba às sete e meia da noite.
Mas, foi muito bom ser escolhido. Considero que é um reconhecimento do meu trabalho. Acho que um convite para ser jurado num Festival é sempre um reconhecimento daquilo que fazemos em termos de mercado e quando isso vem do Festival mais importante do mundo, de publicidade, é óbvio que é óptimo, é um reconhecimento que ultrapassa a fronteira do nosso mercado e que nos põe em contacto com as pessoas que fazem desta indústria algo tão interessante. Depois, ser júri, é sempre bom, porque é uma renovação concentrada do nosso background de publicitário. É sermos confrontados num curto espaço de tempo por uma série de trabalhos vindos de tudo o que é mercado, dependendo do Festival que estamos a falar. Isso é sempre bom porque renova-nos, baliza-nos, faz-nos seguir direcções e é sempre interessante. Conhecem-se pessoas interessantes.
Sente o peso da responsabilidade?
Eu acho que sim. É a responsabilidade de contribuir para um festival que seja lembrado como um festival com uma premiação justa sem dúvidas. Se nós conseguirmos isso, vai ser óptimo. Obviamente é uma responsabilidade enorme. Tenho imensa pena de não ter nada inscrito este ano em Cannes. Não porque vá ser júri, claro.
Porque não inscreveu nada?
Porque não tive trabalhos a tempo para inscrever. Tenho trabalhos que valem a pena inscrever mas finalizámos já depois de terminarem os prazos de inscrição. O presidente do júri vai ser o Dan Wieden da Wiedan + Kennedy e é um dos gurus actuais da publicidade. Acho-o impecável. É daquelas pessoas que pensamos que não existem mas afinal existem. Vai ser óptimo conhecê-lo.
Não conhecia ainda?
Não, mas temos contactado telefonicamente. Temos falado sobre o que vamos fazer e como.
Espero que seja um festival que consiga premiar a publicidade que existe e que nós consigamos validar só o trabalho suado e aprovado por clientes, aquele que realmente sai e visto pelos consumidores.
Qual é a posição que vai assumir?
O Pedro Bidarra, quando foi júri, disse que não tinha nada que fazer de polícia. Eu acho que não é uma questão de policiamento em relação à publicidade que não existe, é uma questão de consciência. Não dá para continuarmos a ver anúncios que não saem, ganhar prémios. Nesse sentido, com rótulo de polícia ou não, aquilo que eu puder fazer para impedir trabalhos que não existem de ganhar, versus outros que existem, farei.
Também é verdade que os ghosts deste país são muito mais a nível de imprensa do que de televisão por causa dos custos de produção. Mas eu vou estar igualmente atento à parte de imprensa e ver o que é que acontece.
Está a par dos trabalhos portugueses que participam na categoria de filmes?
Ainda não. Ainda ninguém me participou nada e até acho isso curioso porque normalmente acontece recebermos materiais das agências. Mas, acho que como tenho tido sempre uma atitude tão crítica e reprovadora em relação àquilo que são ghosts ninguém me manda nada, com receio. Estou a brincar, porque já houve pessoas que disseram que ainda iam mandar. Curiosamente têm-me mandado uma série de trabalho para ver mas só de fora de Portugal. Recebi de Espanha, do México e do Uruguai, por exemplo.
Quer isso dizer que há agências que trabalham propositadamente os elementos do júri?
Sim, mas não no sentido de fazer algum lobby. Afinal, como são tantos trabalhos em votação é sempre uma mais valia para esses trabalhos serem vistos primeiro num contexto mais isolado e com uma atenção não tão repartida. Vou ver milhares de filmes e se houver qualidade, não quero que essa qualidade corra o risco de ser repartida em trinta por essa massa de anúncios. Se eu já tiver uma ideia dos filmes é melhor.
Tem tido contacto com outros membros do júri?
Ainda não. Há um amigo meu, o César Garcia que saiu agora da Saatchi &Saatchi e vai estar no júri de Press & Poster mas ainda não falei com ele e não falei com mais ninguém. Tenho tido muita solicitação é a nível de imprensa internacional para responder a entrevistas via mail: da Itália e da América Latina.
Como é que acha que vai ser o Festival por causa da crise toda que houve?
Para já, vai faltar a tal delegação de 90 chineses que teve de ser cancelada por causa da Atípica. Houve uma baixa de trabalhos e um corte de delegados vindos dessa região. Acho que é mais significativo o corte nos delegados do que nos trabalhos.
Sobre os critérios a aplicar este ano, são os mesmos de sempre?
Pela conversa que eu e o Dan Wieden tivemos ao telefone, uma das coisas que ele quer privilegiar em termos de atenção é a publicidade vinda de mercados que não são os da cultura ocidental e os já estabelecidos como geradores de boa publicidade. Diz para não perdermos de vista países emergentes, países de culturas diferentes e tentarmos não ter uma atitude leviana e meio displicente em relação a esses países para não sermos discriminatórios em relação a essa publicidade que existe num contexto que não é o da nossa cultura. Não é por isso que não deve ser premiada. Esse é o objectivo fundamental: que este seja um festival que resulte na premiação de criatividade transversalmente, a nível mundial, todos os países sem excepção.
O segundo aspecto a ter em conta segundo Dan Wieden é, que seja premiada a publicidade que existe. Como ele diz: "Nós suamos muito o ano inteiro para estarmos a premiar anúncios que não passam pelas várias etapas". Tem que haver um cliente que existe, um briefing bem passado, uma campanha que é aprovada, que é veiculada, que é vista e que é do conhecimento não só dos publicitários que fizeram a peça mas também do consumidor a quem o anúncio se dirige. Isso, diz para não perdermos nunca de vista.
Um terceiro aspecto, é premiar a originalidade criativa das campanhas, o mais possível e termos atenção a isso. Há que premiar o que é realmente original e ter o cuidado em tentar não premiar aquilo que já foi visto, que já foi feito. Por vezes acontece em Cannes, vermos até na shortlist, para produtos diferentes e marcas diferentes, praticamente os mesmos anúncios.
É essa a atitude que o júri vai ter. Será essa a camisola que o José Ricardo Cabaço vai vestir?
A camisola que eu vou vestir é a da originalidade, nem sequer é a da nacionalidade.
Qual acha que vai ser a pior dificuldade que vai enfrentar como membro do júri?
Eu acho que a pior dificuldade vai ser o cansaço físico. São muitos anúncios e acho que vai ser difícil manter o mesmo critério do princípio ao fim. Isso é uma coisa que eu vou tentar e que me vai sair do pêlo de certeza. Vou fazer o maior esforço para manter exactamente o mesmo critério do princípio ao fim.
Vai ter uma posição mesmo anti-ghost neste júri, não vai?
Isso tenho eu sempre. Este ano como júri tenho oportunidade de fazer alguma coisa pela legitimidade dos prémios.
A única maneira dos ghost acabarem é com uma atitude do Festival. Só a organização é que pode pôr um ponto final nisso. Enquanto as organizações não puserem um ponto final, nós só temos uma hipótese que é a de minimizar os estragos que essa publicidade de um universo paralelo pode fazer no resultado final do festival. De certeza absoluta que não podemos evitar porque nem todos os júri têm esta atitude. Nem todos os jurados têm o mesmo critério.
Vai haver mais elementos do júri da mesma network?
Na categoria de televisão não. Isso obviamente para mim a nível de network como podem calcular, foi muito importante e não só. Nós estamos na Grey Home, a fazer um trabalho que considero fantástico. Está a ultrapassar todas as expectativas que tínhamos, mesmo as mais optimistas. Neste momento, a nível da Holding Ibérica da Grey somos a terceira empresa mais rentável do grupo e a primeira das agências de publicidade. Estamos à frente da Grey de Barcelona e das outras agências do grupo e isso é muito bom e em relação à network, está-nos a começar a colocar no mapa da Grey de uma forma visível, o que excelente. Este era um dos objectivos óbvios que eu tinha quando se deu a fusão entre a Home e a Grey era de voltar a ter uma agência visível no mercado. Eu perdi imensos anos da minha vida no projecto da Saatchi que acabou da pior maneira e tinha que recuperar esse atraso e isso está a acontecer. Este trabalho que estamos a fazer na Grey está a ser importante a nível de network e este convite para júri, obviamente vem reforçar isso mesmo. O trabalho que desenvolvemos, coloca-nos no mapa das agências a ter em conta, porque a Grey é uma network com muito pouca reputação criativa e se o nosso trabalho contribuir para podermos trabalhar internacionalmente uma série de coisas e isso resultar numa Grey com uma reputação criativa diferente no futuro próximo, fantástico. Espero ter essa oportunidade e já vi que vou ter.

 

     

 

João Novais de Paula da Directmedia


Um veterano em Cannes
Depois de uma estreia de "peso" no Festival de Cannes, ano passado, João Novais de Paula é novamente membro do júri de marketing directo.
Em conversa com a Prisma, revelou-nos parte das suas expectativas bem como a sua posição face aos actuais acontecimentos internacionais.
Entrevista de Carla Melo com James Lanham
  "O marketing é uma ciência de bom-senso"

A sua presença em Cannes começa a ser habitual, como encara tal facto?
A organização do festival de Cannes tem programas informáticos que permitem avaliar a performance de cada júri. Além disso, conseguem ver a independência e o nosso método de avaliação. Procuraram encontrar três elementos que dessem uma certa continuidade ao trabalho. E eu fui um dos escolhidos.
Por outro lado, não temos trabalhos em competição, o que reforça ainda mais a nossa independência face às candidaturas. E a prova disso, é que este ano optou-se por não se saber a agência de onde vêm os trabalhos. Foi uma sugestão pessoal, a qual foi muito bem aceite.
Claro que não existem sistemas perfeitos. Mas a organização também acompanha as reuniões plenárias e intervém quando é necessário, até porque na atribuição do Grand Prix são vinte e cinco elementos a votar. E muitas vezes a votação é um processo demorado.
Quais as expectativas que tem para este ano em relação ao Festival de Cannes?
O ano passado foi o primeiro ano, ou seja, uma experiência. A própria organização encarou-o assim. Depois verificou-se que esta categoria podia permanecer em competição. E isto deve-se a dois motivos.
Em primeiro lugar, porque não é um parente pobre da publicidade. E em segundo lugar, porque nós hoje "caminhamos" cada vez mais para campanhas ou acções de multimedia. A partir do momento, que o festival reconheceu que era possível e que se devia manter esta categoria, eu acho que as expectativas só podiam ser melhores para este ano. Além disso, as agências tiveram mais tempo para preparar as campanhas, até para melhorar a qualidade a apresentação dos trabalhos.
Para os profissionais da área é importante que exista uma representação em Cannes. Daí que muitos estejam a apoiar o festival.
Acredita que Portugal vai ter mais hipóteses de ganhar?
Sei que há trinta e uma participações portuguesas, no ano passado tínhamos onze. Isto mostra que mesmo a nível do nosso mercado, o qual é pequeno, há interesse em participar.
Procurei com a minha experiência dar umas "dicas" em relação à participação e apresentação dos trabalhos. Já entrei nesta fase da selecção, já me passaram campanhas portuguesas, mas não recorri às agências. A única coisa que fiz, no sentido de auxiliar as agências, foi quando regressei de Cannes. Aí tive a atenção de falar com as agências e fizemos reuniões de trabalho. Porque a apresentação e a sua compreensão é muito importante para o júri. Por isso, indiquei que quando existem cartas, convém sempre fazer a tradução das mesmas. Outra das vantagens é inscrever os trabalhos em mais do que uma categoria. As inscrições são caras, mas as agências não são as únicas interessadas. Os clientes também gostam de participar.
Muitos reclamam que o festival ganha muito dinheiro, mas ainda bem que assim é, porque não há mecenato. Mas ainda em relação às propostas portuguesas, sem dúvida nenhuma que vão ter mais hipóteses. Houve um grande esforço no sentido de melhorar a apresentação. Uma campanha tem que se explicar por ela mesma. Porque quando é preciso haver explicação, então é porque não está clara.
Pensa que a guerra e toda a crise vai afectar o Festival de Cannes ?
A guerra do Iraque foi algo que se resolveu em quatro semanas. Mas o que vai afectar o festival é de certeza a conjuntura económica que o mundo inteiro está a atravessar. Crise essa, que já se sentia no ano passado em Cannes. De qualquer forma, nestas duas últimas semanas, em Portugal, tem-se verificado que os colegas de publicidade já estão mais esperançados. A França também apresenta uma boa retoma, algo que não se verifica na Alemanha.
Por outro lado, penso que a pneumonia atípica também vai de certa forma influenciar o decorrer do evento. Tanto que a delegação chinesa já cancelou a sua presença em Cannes. O festival é internacional, vem muita gente da Austrália, Singapura, Canadá, e isso pode ter algum impacto.
Ainda em relação ao Iraque, acho que teve mais impacto no início, porque as pessoas estavam com receio. Mas com os meios que hoje existem não podia ser uma guerra catastrófica. Penso que a guerra devia ter sido resolvida em Dezembro, Janeiro e assim teria sido melhor para a economia. Muitas pessoas pensaram que ia durar sete, oito meses, e nestas condições o investidor tem receio. E os publicitários muitas vezes são os primeiros a fazer mal ao mercado, porque dramatizam e o cliente assusta-se, retardando o investimento.
Para finalizar, tem alguma ideia da participação que os EUA vão ter este ano no concurso?
Não tenho qualquer ideia. Penso que os dados ainda não foram divulgados. Os Estados Unidos da América estão também a passar por uma recessão. E isso acaba por afectar a sua participação. Este ano sei que os Echo Awards da DMA que são um bom barómetro, mostram que a percentagem em relação ao ano passado, é muito pequena, há menos dezenas de entradas do que no ano anterior. Em Agosto vai decorrer uma reunião, em que juntamos todas as DMA do mundo (trinta e cinco associações nacionais) e discutimos problemas que são comuns à actividade.
Neste momento uma das nossas preocupações é a questão, no marketing electrónico, dos SPAM. Estamos completamente contra. Pode-se fazer e-mail marketing, mas deve-se ter em conta o seu uso abusivo. O marketing é uma ciência de bom senso. No fundo, se o e-mail for bem construído e se for ao encontro das necessidades e desejos das pessoas, elas aceitam bem. É verdade que também existem empresas que trabalham bem e vendem através do comércio electrónico. Contudo não teve o impacto que se esperava, ou seja, houve uma over evaluation. As pessoas são receptivas, mas não são pro- activas, no sentido de ir consultar os sites. E como tal, tem que se provocar as pessoas, mas tendo sempre em vista o bom senso.

 

 

Portuguese Young Creatives em Cannes

Este ano o concurso de jovens criativos foi organizado em Portugal pela Belarte, pelo Diário de Notícias e pela Grey Home. O tema escolhido para os candidatos desenvolverem foi "Portugal Mais Positivo" e em primeiro lugar ficaram Cristina Leão e Ivo Purvis da Leo Burnett com o anúncio "Gaiola". O segundo prémio foi atribuído a Paulo Santos Pinto e Luís Lima com o anúncio "Fátima" da TBWA/ Epg e o terceiro a Joana Borga e João Rosa da Y&R pelo anúncio "Descobrimentos".
O júri, presidido por José Ricardo Cabaço da Grey Home, que não votou, foi constituído ainda por: Alexandre Okada, Carsus Dias e Luís Jorge da Leo Burnett, José Luís Dantas da Opal, Sandro Porto e Liliana Dantas da FCB, Leandro Alvarez e Paulo Pinto da TBWA/ Epg e Nuno Gaspar e Mafalda Diniz da Lowe.
A constituição do júri segue as mesmas regras já há alguns anos. São os criativos premiados em Cannes nos últimos anos e a última dupla de jovens criativos que assume essa responsabilidade. Daí também que sejam poucas as agências envolvidas no processo.

Cris (Cristina Leão), brasileira e Ivo Purvis (da ascendência inglesa) da Leo Burnett, ambos de 26 anos de idade, foram os vencedores deste ano no concurso local para ir a Cannes para participar na Young Creatives Competition inicialmente denominada "Young Hot Dogs". Com a possibilidade de levar um terceiro elemento para colaborar no anúncio Web, que é uma das vertentes do concurso, os dois jovens criativos convidaram o designer Ricardo Marques, de 27 anos, recém-chegado à Leo Burnett.
Luísa Pereira e James Lanham foram conhecê-los.


Comecemos pela Cristina, está em Portugal há quanto tempo?
Estou há dois anos e três meses. Vim para cá de férias há dois anos e meio e trabalhei na W/ Portugal durante três meses. Na época a Leo Burnett tinha o Leandro Alvarez como director criativo e eu tinha mesmo o intuito de vir trabalhar com ele. Liguei-lhe mas na altura não havia nenhuma possibilidade. Fui sempre tentando até que um dia já precisava sair do sítio onde estava e telefonei e disse: "Leandro, eu quero ir trabalhar com você." E ele disse: pode vir agora? E foi assim...
Quando entrou na Leo Burnett então?
Cris- Eu e o Ivo entrámos os dois exactamente no mesmo dia, 19 de Março de 2001.
Já trabalhava em publicidade no Brasil?
Cris- No Brasil trabalhava numa agência em Belo Horizonte, de onde sou natural, que é a terceira maior capital do Brasil. Houve uma altura que já estava a pensar sair de lá ir para um mercado maior, como por exemplo São Paulo ou talvez o Rio. Entretanto, tinha férias marcadas para a Europa, ia para Madrid, mas pensei tentar aqui e deu certo. Fiquei até hoje.
E o Ivo?
Tirei design no IADE e acabei o curso em 99. Neste ano ainda comecei a trabalhar numa agência pequenina, chamada Versão Original. Estive lá um ano e nessa altura já queria entrar para publicidade. Não tive a possibilidade de entrar logo na agência certa. Comecei mesmo por baixo e passado um ano tive a oportunidade de entrar na Leo Burnett.
Como é que tem sido a sua experiência ao longo destes dois anos?
Ivo-Tinha expectativas de poder fazer este trabalho e a minha ideia era a de evoluir e de aprender e acho que foi positivo o que fiz. Tive a oportunidade de trabalhar com pessoas diferentes. Trabalhei com o Leandro Alvarez e trabalho agora com o Alexandre Okada. Foi bom para mim porque em dois anos tive oportunidade de conhecer um leque diferente de trabalho. Estamos no mesmo sítio há dois anos mas parece mais porque as coisas mudaram muito.
Com a partida de Anthony Gibson e a chegada do Jaime Greene?
Cris- Sim. Mudou o presidente, mudou o director criativo, mudou a equipa, mudaram as instalações. É quase como se fosse uma agência nova.
Já tinham participado no concurso de jovens criativos?
Cris- Já tínhamos participado juntos, e em separado também e agora no CCP participámos juntos e ficámos em segundo lugar.
Como é que foi com este anúncio da "Gaiola"? Estavam à espera de ganhar?
Cris- Nós não tivemos nenhum grande investimento de tempo nem de nada. Foi uma semana confusa. Foi em duas horas no final do dia em que conversámos e depois no outro dia de manhã produzimos mesmo a peça mas quando nós tivemos esta ideia, sentimo-nos bem.
Como é que surgiu o convite para o Ricardo? A vinda dele para cá teve alguma coisa a ver?
Ricardo- Estive na faculdade com Ivo. Foi ele que me deu uma dica sobre o novo sítio a trabalhar. Queria sair da 141, no Marketing Directo. o sítio onde estava porque sempre quis fazer design e estava lá como director de arte. Estou cá, apenas desde o dia 19 de Maio. Ivo sabia, porque somos amigos, que eu tenho o hobby e paixão do webdesign. Ele já tinha visto sites e CD interactivos realizados por mim e perguntou-me se eu queria ir a Cannes fazer tripla com eles. Aceitei logo, claro.
Onde é que o Ricardo trabalhou primeiro?
Ricardo- Passei por duas pequenas agências antes da 141. Uma delas era a PM Eventos que tinha departamento de design. Depois fui para a Ideia Certa Comunicação onde também tive oportunidade de fazer trabalhos de web design. Estive lá um ano. Sempre quis fazer design, embora o marketing directo tenha um potencial muito bom e uma componente muito gráfica também. Adorei trabalhar na 141, a directora criativa era excelente e ainda trabalhei com Zezo Carvalho e depois Susana Albuquerque. A equipa era fantástica e permaneci quase dois anos.
E em Cannes, como vai ser a parte de webdesign?
Ricardo- Sei que vou trabalhar com um software com o qual não estou muito confiante. A nível de web para mim a Macromedia é imbatível e estou muito confortável com programas como Flash e com o resto do software. Mas em Cannes o patrocinador é a Adobe e o programa é um outro equivalente, o Live Motion e o Go Live.
Ivo- Em relação ao resto vamos estar muito bem porque a nível de banco de imagens têm o Getty Images (Tony Stone) que é o melhor.
Ricardo- E vamos ter acesso também a uma série de famílias de fontes Adobe que eu sei que é um bom produto mas não estou muito familiarizado com isso.

E a Cris e o Ivo vão ter problemas com o software disponível?
Não, vamos trabalhar com o Fotoshop e um programa equivalente ao Freehand que é o Illustrator e com o qual por vezes também trabalho.
Algum de vocês já tinha estado em Cannes no Festival?
Sim, fomos no ano passado, mandados pela agência porque tínhamos algumas peças inscritas e este ano também íamos, pelo que poderemos permanecer no festival até ao fim. Se fossemos só pela organização do Festival tínhamos que regressar na quarta, dia 18.
Têm algum apoio da Leo Burnett?
Incentivo e força. Mas, não há nenhuma preparação específica por parte dela. Sentimos apoio e deixou-nos à vontade. O Alexandre Okada também já foi um dos Young Creatives. Foi ainda pelo Brasil nos primeiros anos do concurso. Sentimos que nos dá apoio e deixou-nos à vontade.
O Carlos Coelho da Brandia diz que não gosta de ir a Cannes porque prefere que a inspiração não venha de trabalhos já feitos mas sim das artes, da música ou seja, da vida em geral...
Cris- Você pode ter a consciência de que um bom trabalho, um trabalho novo é sempre um trabalho com inspiração na vida e nunca com inspiração na publicidade. Eu acho que você tem sempre que ter o cuidado de não repetir, da publicidade não ser a sua única referência. Ao mesmo tempo temos que estar a par do que se faz. Só de ver o trabalho de algumas pessoas, fica-se logo motivado. Como o que vimos o ano passado em Cannes... é tão bom. "Dá pica" e no nosso trabalho, precisamos disso. Viemos de lá histéricos com vontade de fazer tudo. Há pessoas que estudam aquilo, anotam a tipologia e tudo aquilo serve mesmo de referência. Aí acho que já perde a graça. O trabalho é criativo, você tem que criar, tem que fazer algo que não existe..
Ivo- Mas quer queiramos, quer não, somos sempre influenciados pelo que os outros fazem, sempre. Se ficarmos fechados no nosso trabalho sem receber influências das "tendências" ou do que se pode chamar a "vanguarda", ficamos numa redoma.
Ricardo- E é daí que vem todo o processo evolutivo também. Vem do que nós vivemos e de pesquisarmos coisas e de vermos outras campanhas e de ver o que é que está a ser feito.
Têm anúncios a concorrer em Cannes?
Sim, temos alguns da McDonald´s e Kellog´s, por exemplo.
Então boa sorte, agora só falta ganhar!
Ivo- Temos que ir com força e motivação para fazer e temos que nos divertir também um pouco. Divertir-nos, acho que é a melhor forma de olhar para isto e é essencial mesmo no dia a dia de trabalho. De todos os trabalhos que faço quero sempre poder tirar alguma diversão.
Como diz Mary Poppins: "Find the fun and the work´s a game"?
Ivo- Acho que essa é uma atitude fantástica.

Em busca da vitória e de muita diversão!

Da esq: Ivo, Cris, Ricardo



 
ver mais >>


Arquivo

Miguel Velhinho ao leme da Guerreiro DDB
Ganhar mais visibilidade

Luis Segadaes da CP Proximity
O homem 'bem relacionado'

Rui Esteves da Refotografia
"Aqui dentro, conseguimos
  ser aut—nomos"


Giordano Custodio o Delegado de Cabo Verde No festival de Publicidade Lusofona 2002
ăO Festival Ž um espaŤo de interc‰mbioä