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À
People não faltam pessoas
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A
discoteca People, na Rua Industrial, próximo do IADE
em Lisboa, está com uma enorme projecção.
Numa semana recente, além da multidão habitual
das noites do weekend lisboeta e com umas "noites universitárias"
pelo meio, a Marta Aragão Pinto, directora de comunicação,
ainda encontrou tempo para a realização de duas
festas de empresas com entrega de prémios: a da revista
Men´s Health e a do SAPO online awards.
A prisma:magazine foi investigar.
Texto:Ana
Sofia Paisana.
Entrevista James Lanham
A
semana passada tiveram lugar na Discoteca People dois eventos,
com a festa da Men's Health e do Sapo é fácil
de entender que a People está com maior projecção.
A que se deve este sucesso?
Marta: O ano passado,
quando abrimos, verificámos um bocadinho o "efeito
novidade". Isso jogava a nosso favor porque aparecemos
numa altura em que a noite e os espaços existentes
estavam um bocado sem graça, digamos assim, e tentamos
criar um conceito descontraído. Queríamos utilizar
da melhor forma este espaço que é enorme e tem
inúmeras possibilidades de aproveitamento.
Em 2003, penso que beneficiamos do efeito de sermos uma discoteca
nova mas este ano é a nossa prova de fogo. Aqui em
Lisboa fechámos durante dois meses no Verão
para realizar uma grande festa no Algarve, em Sagres. Isto
numa época em que o nosso público-alvo se concentrava
nas festas de Vilamoura. Ao contrário das expectativas
de muita gente a festa foi um êxito. Numa parceria com
a Revista Lux baptizámos a festa por Summer People
Lux 2004, e embora planeámos a presença de 3000
pessoas estiveram lá 5500 numa noite em que o tempo
estava óptimo. Desta forma, alcançamos uma posição
especial no mercado porque se vê que a People não
é somente uma discoteca mas um projecto, um conceito.
O nosso segredo é oferecer um excelente espaço
alargando ao máximo o nosso leque de actividades. A
People destaca-se das restantes devido à atenção
que dedicamos aos clientes e à equipa. Dando importâncias
ás relações internas é mais fácil
lidar com as externas.
E, claro está, uma discoteca não tem de ser
apenas um espaço de diversão nocturna. Pode
ser também um excelente veículo para o marketing
das empresas. A L'Oreal, por exemplo, fez o lançamento
das suas novas tintas para o cabelo cá e conseguiu
alcançar plenamente os seus objectivos.
A Marta está no projecto desde
o início? Como surgiu esta ideia? Como foi o processo?
Marta: Sim, desde
o inicio. A discoteca abriu no dia 7 de Novembro mas o projecto
começou a ser posto em prática em Janeiro de
2003. Tivemos de fazer os estudos de mercado necessários
para abrir um espaço destes com alguma segurança.
Estruturámos uma equipa de 20 pessoas e criámos
um conceito e uma decoração. Foi necessário
encontrar um espaço mas a actual local não foi
o primeiro a ser escolhido. No primeiro sítio encontrámos
grandes dificuldades ao nível das autorizações
camarárias e outras. Tivemos que desistir. Entretanto
tivemos conhecimento que este espaço ia tornar-se disponível!
Quais
foram os primeiros motivos de preocupação?
A "Porta"
era uma preocupação. Queríamos que não
fosse uma grande confusão como é habitual num
local destes e, fiéis ao nosso conceito, decidimos
colocar mulheres à porta. Resultou pois os que não
são admitidos fazem mais cerimónia e não
criam distúrbios. Faz parte também da nossa
estratégia ter apenas homens no bar, são esses
os nossos verdadeiros Relações Públicas.
Definimos o nosso público-alvo como jovem, da classe
média/média alta e super descontraído.
Até
que ponto contribui a localização para este
sucesso? A People está perto de uma universidade, o
IADE. A ETIC está próxima e e outos famosos
bares do 24 de Julho.
Marta: Na minha
opinião não se prende tanto por aí. É
principalmente por estarmos no centro, perto de tudo, as pessoas
correm os bares de Santos, têm estacionamento e se quiserem
apanhar um táxi ou um comboio, é fácil.
Como
define a vossa oferta em relação às empresas
que querem lançar um produto?
Marta: Para isso
a nossa oferta é excelente. Podem aproveitar o nosso
espaço, que se adapta a qualquer decoração,
devido à neutralidade da cor das paredes, por exemplo.
O nosso público-alvo é ideal para conseguir
alcançar os objectivos de marketing em quase todos
os casos.
Além disso, temos todo o tipo de meios audiovisuais
à disposição.
FIM
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Labo2
na Euro2004/Labo2
at the Euro2004 championship
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Raras são
as oportunidades de mostrar o poder da impressão digital
em grande
formato para tantos espectadores.
Cerca de 2,5 bilhões
de pessoas de várias partes do planeta (conforme cálculos
dos especialistas) tiveram a oportunidade de ver uma gigantesca
mostra de impressão digital que poderá se tornar
uma moda nos próximos grandes eventos mundiais.
The chances to
show the power of digital printing in large format for so
many spectators are rare. About 2,5 billion people all over
the planet (as calculated by specialists) had a chance to
see a huge sample of digital printing that probably will become
a fashion in the next great world-wide events.
"Se a moda
dos grandes costureiros encontra nas passarelas o destaque
para as novas ideias. A moda da impressão digital gigantesca
bem poderá desfilar pelos grandes estádios mundiais
utilizando o poder de comunicação do desporto
para fazer da imagem um espectáculo a adicionar ao
evento central.,
os grandes anunciantes vão aproveitar bem a ideia."
Afirma Francisco Bruno CTO of Labo2.
If the great fashion
designers find in parades, the prominence for the new ideas,
the fashion of huge digital printing can perfectly be able
to parade in the great world stadiums. Using the sports power
of communication to make spectaculars additions to the central
event, the great advertisers will start to think about it
and probably will use the idea with benefits."
Affirms Francisco Bruno -CTO of Labo2.
Foi o que aconteceu
na festa de encerramento do Euro 2004, uma competição
de futebol europeia que está fortemente ligada ao maior
espectáculo do futebol que é a copa do mundo.
Pois foi no Euro 2004 que se definiram as estratégias
para quem deseja vencer a grandiosa competição
mundial de 2006 na Alemanha.
It was what happened
in the closing party of Euro 2004, a European soccer competition
strongly linked to the greatest soccer amusement, the Word
Cup.
Therefore, some strategies of who wants to win the big worldwide
soccer competition of 2006 in Germany had been defined In
the Euro 2004.
Na
festa de encerramento foi exposta uma imagem impressa
em equipamento Vutek 5330 de propriedade da Labo2 Digital
Printing Portugal. A imagem em questão possuía
7342 metros quadrados e foi necessária uma boa
dose de engenhosidade para desenrolar tamanha quantidade
de material em poucos segundos. |
In the ceremony
a super-wide image was displayed, printed on a Vutek 5330
- property of Labo2 Digital Printing Portugal. The image was
7344 square meters wide and was necessary a good dose of ingenuity
to uncurl so great amount of material in few seconds.
Imprimir durante
9 dias 7344 metros quadrados para serem vistos durante alguns
minutos pode parecer uma visão minimalista deste grande
trabalho.
Neste artigo, analisaremos tudo o que foi necessário
para realizar tamanha obra e comentar também outros
trabalhos de grande e médio formato realizados pela
Labo2 DP.
Print during 9
days 7344 square meters to be seen during some minutes can
seem a minimalist vision of this great work. In this article,
we will examine everything that was necessary to carry through
so great work and also comment other wide jobs carried through
by Labo2 DP.
"Fundada pelo
Dr. José Alegria, a Labo2 imprimiu milhares de metros
quadrados para a exibição mundial Expo98 o que
alavancou imenso o volume de negócios e know-how que
desde 1998 tem contribuido fortemente para o incremento da
impressão digital em Portugal, inicialmente com máquinas
baseadas em toners, posteriormente com duas Durst Lambda.
Cirurgião dentista de profissão, e amante da
fotografia por herança paterna, o Dr. Alegria preocupa-se
sempre em estar um passo adiante. Infelizmente ele não
pode participar desta entrevista por estar numas bem merecidas
férias", Diz
Francisco Bruno.
"Established
by Dr. Jose Alegria since 1983, Labo2 printed thousand of
square meters for the world-wide exhibition Expo98 what made
grow immense the business volume and know-how. Since
1998 Labo2 has contributed strongly for the digital printing
increment in Portugal, initially with machines based on toners,
later with two laser Durst Lambda. Dr. Jose Alegria is a surgeon
dentist and a photography lover as paternal legacy, he is
always concerned in being a step ahead". Says
Francisco Bruno
" Nós
preocupamo-nos fortemente com a inovação tecnológica
e com a escolha dos nossos fornecedores de equipamento ao
ponto de elegermos a Vutek, na nossa concepção,
o maior fabricante mundial de impressoras digitais, como o
nosso principal fornecedor desde 1999 o que nos proporcionou
um crescimento explosivo tanto ao nível de equipamentos
quanto de facturação e número de funcionários,
42 actualmente." Afirma Francisco Bruno. Salienta ainda
que "A aposta em equipamentos Vutek levou a empresa a
comprar no período de apenas
4 anos os modelos 3300, 2360, 5300, 3360, PressVu 180EC, e
5330. Estas aquisições por consequência
levaram a uma modernização do sector de acabamentos
e montagens exteriores com a construção sob
encomenda de um
camião contendo ferramentas especiais para instalações
exteriores , uma frota de veículos próprios,
uma máquina FIAB para vulcanizações,
laminadoras e uma máquina de corte Zund"
We are committed
with technological innovation and with our equipment suppliers
to the point to choose Vutek, in our conception, the biggest
world-wide manufacturer of digital printers, as our main supplier
since 1999
This partnership provided an explosive growth in such a way
that our income and equipment installations multiplied by
4 and currently we have 42 employees affirms Francisco Bruno.
Still saying that "Betting in Vutek equipment took the
company to buy models like 3300, 2360, 5300, 3360, PressVu
180EC, and 5330 in a period of only 4 years. These acquisitions
as consequence had led to a modernization of the finishing
sector and out-door
assemblies with the project in-house of a tool-truck special
for exterior installations, a fleet of proper vehicles, a
machine FIAB for vulcanizations Laminators and a cut machine
Zund .
Euro 2004 foi
um trabalho altamente secreto "Fomos
contactados pelos organizadores do evento para realizar várias
obras no arranque e no encerramento da competição
Euro 2004, eles pediram à Labo2 a assinatura de um
acordo de confidencialidade sobre tudo o que estava a ser
impresso para não haver fugas de informação
eventualmente. E
foi assim que em maio durante a DRUPA em Dusseldorf, enquanto
pesquisávamos por inovações no sector
imprimia-se em ritmo alucinante a secreta imagem da "calçada
portuguesa",
The "Portuguese
pavement".
Closing Euro 2004
was a highly secret job We
have been contacted by the event organization to carry through
some jobs
in the openings and in the closing of the competition, they
had asked Labo2 to sign a confidential agreement on everything
that was to be printed. They wanted to avoid information escapes
eventually. In May during the DRUPA in Dusseldorf, while we
searched for innovations in the sector Labo2 printed in hallucinative
rhythm the job of a "Portuguese
sidewalk".
"Foi impresso
numa Vutek?"
Como CTO da Labo2 Francisco Bruno conhece bem as dificuldades
técnicas para
realizar um trabalho destes, assim como, os equipamentos mais
adequados para o efeito. "Reconheço que somente
uma Vutek de 5 metros a 360dpi de alta velocidade de impressão,
pode imprimir algo em tão pouco tempo com alta resolução,
sem bandings, sem falhas técnicas ou de imagem".
Para simular
a calçada portuguesa foi escolhido o material Mesh
pela sua
leveza e pelo bom resultado de imagem que proporciona a uma
certa distância de visualização.
Printed just in
time
We built the reputation
for being able to do the almost impossible jobs, in a short
term. Many customers in Portugal when looking at high quality
printed jobs make the classic question: "It was printed
on a Vutek ?" As
CTO of Labo2 Francisco Bruno knows very well the technical
difficulties to print a job like the sidewalk, as well as
the needed equipment . "I recognize that only a Vutek
, 5 meters 360dpi, high speed, can print something in so little
time with high resolution, without bandings, imperfections
or failures". To simulate the Portuguese sidewalk the
Mesh material was chosen for its resulted slightness and the
good results it provides to a certain distance of visualization.
Simulações
prévias no estádio De
acordo com cálculos da Initiative o evento foi visto
no estádio por 65
000 pessoas e pela TV para 2,5 bilhões de pessoas em
52 países. Nada poderia falhar, por isto, as equipas
encarregues de "desenrolar" as gigantescas impressões
fizeram vários ensaios no estádio antes do dia
D.
Previously simulated
in the stadium In
accordance with calculations done by specialist the event
was seen inside
the stadium for about 65.000 people and on TV by 2,5 billion
people in 52 countries. It could never fail, so that, many
teams simulated "to uncurl" the huge printing making
some tests before D day.
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Marta
adora novos projectos

Marta Aragão
Pinto tirou o curso de Comunicação Empresarial
no Instituto Superior de Comunicação Empresarial
com o objectivo de seguir jornalismo mas, com o decurso dos
seus estágios e da sua experiência, decidiu que
não era essa a actividade que queria seguir. O que
Marta descobriu é que gosta mesmo de criar e planear
projectos. Numa palavra: inovar. Sendo assim, não resistiu
quando Sofia Cunha e Silva - uma das duas irmãs que
são proprietárias da discoteca People e uma
amiga de longa data - lhe propôs envolvimento num sonho
que estava a planear concretizar. Foi desta forma, que Marta,
após algum tempo a prestar cuidados especiais à
sua jovem família, começou um projecto de raiz,
o que realmente lhe dá um prazer muito especial.
No seu percurso profissional Marta conta com uma passagem
pelo Correio da Manhã, pelo Stones como Relações
Públicas, ainda por outros espaços nocturnos
como o T-Clube e o Kapital, pelo Gabinete 1 da revista "Eles&Elas"na
área de eventos e pela empresa de direct marketing
3C em 2003, onde foi Account.
marketing
manager of Vutek Company - Meredith - USA.
Interviewed Francisco Bruno, Chief Technology Officer of Labo2
about the role of this Portuguese Company in the European
Soccer Competition Euro 2004
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Entrevista
com Tiago Santos Lima da Coca Cola
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A Coca Cola está
no meio de uma grande promoção por todo o país:
Portugal a Cantar é um ciclo de concertos a ser realizado
com nomes sonantes da música portuguesa. A Prisma on-line
falou com Tiago Santos Lima. Entrevista de Ana Sofia Paisana.

1. Resumidamente,
qual o balanço das acções dos anos anteriores
até agora do ciclo "Coca-Cola Portugal a Cantar"?
R: O balanço
é positivo. As edições de 2002 e 2003 foram
muito bem aceites pelo público português o que nos
levou a continuar este projecto em 2004.
2. Com
um investimento obviamente tão grande (pode-nos dar uma ideia
da ordem de grandeza?) será que o retorno em termos de imagem
e vendas é plenamente justificado?
R: Por questões
de confidencialidade não revelamos valores de orçamento
relacionados com as nossas actividades de marketing. No caso do
projecto "Coca-Cola Portugal a Cantar" o investimento
tem aumentado significativamente de ano para ano em que o nosso
principal objectivo é incrementar a associação
da marca Coca-Cola à música. Neste caso esta
aposta foi realizada através
da música Portuguesa cujo retorno em termos de imagem para
a marca Coca-Cola é francamente positivo. Em termos de vendas
é difícil estabelecer uma relação directa.
3. Quais
os critérios que presidem à escolha dos locais para
a realização dos concertos?
R:O critério
principal para a escolha dos locais dos concertos são as
zonas do país onde se encontram os jovens portugueses durante
o período de férias do Verão e locais em que
existe uma grande concentração de pessoas durante
um determinado período como são as festas locais no
interior do país.
4. Em
que consiste a vossa parceria com a marca de roupa "Lion of
Porches" e porquê esta marca a escolhida?
R: É uma parceria
que pretende dar mais contéudo e cor ao projecto "Coca-Cola
- Portugal a Cantar".Para o efeito a "Lion of Porches"
desenhou uma colecção dedicado ao projecto que é
utilizada pelos artistas e músicos durante os concertos bem
como por todos os elementos da organização que acompanham
a tournée.
5. Que
promoções estão a ser realizadas durante os
concertos? ("Sampling", distribuição de
chapéus, t-shirts, "crachás", toalhas e
sacos de praia, etc.).
R: São oferecidas
pelos artistas aos espectadores t-shirts da colecção
da tour durante cada concerto.
6. Estão
em promoção outros produtos da Coca Cola (por exemplo,
"Burn" ), durante os concertos?
R: Em termos de imagem
a única marca presente é a Coca-Cola. Mas estão
disponíveis para consumo nos recintos onde se realizam os
concertos o nosso portfólio de bebidas que inclui a bebida
energética "Burn".
7. Quais
os planos da Coca Cola para o lançamento da bebida "Dasani"
em Portugal?
R: Estamos a estudar
a possibilidade de lançar uma marca de água em Portugal
mas se o fizermos não será a bebida "Dasani".
Adforum has just published
an interesting series of articles about the award winning film "Cog"
for Honda. Here is an excerpt from the interview done with the Swiss
Film company T&C Films
For more see: www.adforum.com
We first learned about
the campaign of Honda through viewers in UK and US who contacted
us in April 2003. Neither the artist nor T & C Films, as the
producer and distributor of the film, has been consulted about the
making of the ad. Of course the artists are aware of other works
of other artists and that they did not invent the chain reaction,
but the Honda-commercial is an obvious plagiarism of THE WAY THINGS
GO.
The film THE WAY THINGS
GO became a classic since 1987 and an international success. It
was shown worldwide in many international art museums, exhibitions
and on Television. Companies and ad agencies have asked for permission
to use the film on several occasions since 1987, but for us it is
an art work so we have always say no.
When the campaign
"COG" was released in the UK without making any reference
to the artists and the ignorance of Wieden+Kennedy (Honda) of any
resemblance to THE WAY THINGS GO by Fischli/Weiss, showed the typical
example how artists work is used as a blueprint and model by advertisements
.
The COG is an re-enactment
of the Fischli/Weiss film (the set-up, lighting, sequences of events
and object used and the artistic realization) and overall impression
are similar to THE WAY THINGS GO. Checking the law we found out
that this is a borderline case for law (copyright and authorship)
as in UK it is treated under common law and artists are not protected
like in our continental system where artists/creative people are
more protected. We learned that we would not have the chance to
start/open a lawsuit in UK (financially as it would have taken also
a long time) as a small independent company from Switzerland against
the multinational group.Our first intention has never been to
get a financially compensation when we started to claim damages,
it was a poetic justice in the name of independe
nt art we adjusted
for. At the end the enormous reaction by viewers, who compared the
ad with the artwork of Fischli/Weiss, proofed us that a lot people
know the original.
Sincerely,
T & C Film AG
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Fred&Farid:
the PONY relaunch
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prisma:online:
So you did the Re-launch of Pony, starting February? How was
the pitch for the account?
Fred&Farid:We
won the worldwide account after a pitch against Crispin Porter
Boguvsky Miami and Mother New-York. Crispin used to run this
account before.It's an international campaign that will run
in 120 countries around the world. The official launch of
the campaign was mid February.Our client Killick Datta is
the boss of GMBI and they own Pony, Xo-Xo, Mecca, DryShod
and are in charge of the distribution of Diesel shoes and
Nautica shoes in the USA. John Lewis is the Marketing Director
on Pony, and the other brands of GBMI. He is one of the best
marketing director we've met. He used to
work for Nike before and has an amazing understanding
of advertising.
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How
did the work go?We
worked together with John to define the 5 strongest visuals
out of 30 visuals we brought. A bit of history: Pony was born
in 1973. This brand always showed a rebellious character.
It has always been irreverent: for instance, they used to
pay cash to some of the athletes just before the race to make
them accept to change their shoes for Pony shoes
imagine
the face of the official sponsors, seeing on TV their official
athletes running with the competitors' shoes. Pony really
belongs to the Hip-Hop culture today.The campaign before our´s
showed boxers with porn-stars. Pony is the alternative to
the mainstream brands Nike, Adidas, Puma and Reebok. Now you
can find Pony in all the cool shops in New-York and Brooklyn.
We see on TV, international Stars like P.Diddy, R Kelly, Ashton
Kutcher, Christina Aguilera, or Justin Timberlake wearing
Pony shoes and accessories.The agency: Goodby Silverstein
& Partners was great to work with Rich Silverstein on
this campaign. We went in to Santa-Barbara with just one route
and strong creative convictions. That made the difference
with the two other agencies (Crispin and Mother), and we won
the business.
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What
were they like to work with? Rich
is an amazing creative director, with convictions and a real passion
for great creative work.We were all immediately very enthusiastic
in the agency to work on this brand, just because Pony is already
a part of our culture. We used to wear Pony shoes in the eighties.
It was really cool at that time
and it's becoming cool again
today with the vintage fashion. It's an exciting challenge to give
a second birth to this brand. It's an exercise we had never done
before: The rebirth of a brand. The campaign It shows a confident
brand with an attitude. Take the 5 visuals, and try to substitute
the Pony logo by the competitor's logos like Nike, Adidas, Reebok
or Puma; it doesn't work. Pony must be the only athletic brand that
can behave in such an irreverent way. This brand has the potential
to become the coolest athletic brand in the next years. The advertising
campaign has to be the reflection of that.The way we worked on the
campaign: We went into Santa Barbara with Rich Silverstein, and
we were amazed by the creativity of the Pony footwear designers.
Those guys surprised us with the way they saw feet.
So we decided to surprise them with the way we saw the feet too. Second
main constraint: The Pony campaign had to run in 120 countries
around the world. So the campaign had to be also universal. As a
creative team, it's the biggest campaign we've ever done.
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The 5 visuals1-
Luv Bird
2- Angry baby
3- Love & Hate
4- Foot fucking
5- Black Jesus
The Pony campaign
is built around 5 icons with 5 different ideas. We didn't
want to standardize the campaign with one single creative
mechanism. We didn't want either the usual cheap and alluring
tagline. There is no tag line on the campaign. We preferred
to let the young people (our target) free to interpret the
5 visual the way they want.The most important for us was to
show a confident brand with an attitude and a strong irreverent
personality. Basically we wanted people to stop and look at
the ads. The biggest risk when you arrive on such a crowded
market is to be inefficient, to not been seen
No one
notices your ad, and after a few months, you realize that
you spent all that money for nothing. We wanted to generate
a reaction from the viewer and ideally
creating a little
debate around each picture.
Luv birdThe
"Luv Bird" is a good visual to sum up the pony positioning:
feet with attitude. It's a funny way to speak like our target
(the young people). It's just a foot saying: "Fuck you".
It took us one year to understand the American mentality
Now we got it. The humor comes also from the fact that we
shot it in a very dramatic way, almost like a classical portrait,
with a beautiful light. The art direction emphasizes the "depth"
of the message. Be sure that some bad spirits will also see
here a "Fuck-off" to the Pony competitors.
Angry babyThis
baby-boy is so cute. He has more attitude than Eminem. This
baby could be the generic ad for Pony. Pony always behaved
like a young and fresh brand
This baby sounded just
perfect for this brand. He's got an attitude. He's a good
symbol for Pony.
Love & hateThe
"Love & hate" is the eternal choice between
good or evil
right or wrong
Pony or Nike
yes or no
etc. It's also a reference to one of the best
American movies all time: "The night of the hunter",
from Charles Laughton, starring Robert Mitchum as a psychopath
killer dressed in a priest clothes, chasing two orphans. The
twist is that this time, we put the tattoos on the feet instead
of the hands. It just tells you that with Pony, the attitude
comes from the feet. It's just more fun like that.
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Foot
fuckingThe big toe looks like a sex in erection. This ad
defines one of the ambitions of the brand: Your feet can be
sexy. You can be sexy from the head to the feet. The designers
of Pony are really foot-fetish, foot voyeurs, foot-crazy
In the sport market, shoes are not accessories. Today you don't
buy sport shoes only to play sport. It's a part of the urban
culture. And this ad illustrates this new component of this
market. It's just a way to sexualize the foot, to make it as
exciting as the shoes.The foot fucking has a great future. It's
becoming the number one sexual custom in America. We have an
enormous respect for the big toes.
Black JesusThe "Black Jesus" is the strongest statement
we found for this "Hip-Hop" brand. It's saying: "Why
should God be always represented by a white guy?" In some
ways, it's a very politically correct ad. More shocking than
this picture is the fact that most of the churches around the
world still have only a white man as the representation of God.
It's also a reflection of the open-minded philosophy of the
Brand. It's even fairer considering the fact that most of the
sports athletes and hip-hop artists on the walls of the teenagers'
bedrooms are black. |
This
ad will not run on the US market.A few anecdotes about the shootTo
obtain this really "angry" look on the face of the
baby, we gave him a toy
and before each shot, we took
his toy away from him. On this picture, the baby is starring
at his toy, just above the camera. He was really angry against
us.The baby is only 10 months old. He couldn't even stand on
his feet. We had to hold him, and then erase our hands in post-production.
It was such a pain to tattoo "Mom" with a Gang's tattoos'
style on his belly. It's the last time ever we tattoo a baby.It's
the tattoo artist of Johnny Depp in New York who drew those
tattoos. It was a terrible experience for all of us, because
the baby kept on shitting in his diaper during the whole shoot.
It smelled terrible in the studio.The condom on the big toe
was bought in a specialized shop in New York where you can find
all kind of condoms: all colors, all shapes, all flavors, and
all sizes. This one is a very small condom.The nail of the Black
Jesus was stolen in a ghost city on the west coast. It's supposed
to be cursed. We'll see
The photographerSacha Waldman is
the photographer of the artist "50 cent". He shoots
the covers of his albums. Sacha lives in New York. That's where
we shot the campaign. Sacha is really connected to the Hip-Hop
industry in New York. He also shoots for Missy Elliot, Jay Z,
Ludacris and Lil Bow Wow.The creative team: fred & faridSince
a few years, we specialized ourselves on the international campaigns.
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We developed
a style based on strong visual ideas, with as less word as possible.
The visual language is the strongest language, just because
it's the most universal and the most memorable. When you see
a strong visual, it tattoos your brain forever.This universal
language is even more important now that people send the ads
to their friends and family all over the world through the internet.
If you make a cool visual that everybody understands, you can
benefit from a huge free "media plan" through internet.
In Europe we worked only on international campaigns (Xbox, Pepsi,
Levi's, Brandt). That's the reason why BBH London hired us 3
years ago; they wanted us to Make the launch of Xbox in Europe
(We did the XBOX "Champagne" spot with the baby in
the air)
and that's also the reason why we've been hired
here at Goodby, Silverstein & Partners.The advertising agencies
today have more and more huge international accounts to deal
with. Jeff & Rich asked us to not compromise our style.
They want us to keep on developing universal visual ideas for
the international clients.As creative team, we keep on opening
our minds to all the different cultures around the world. We
travel as much as we can. We worked in 8 different adverting
agencies in three different countries. It's essential today
for the creative teams to open their minds to the world. It's
crazy, close-minded and backward looking for creative people
to stay stocked in only one single culture. |
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Conseguiram
arrecadar um leão no festival de Cannes 2002, algo
inolvidável para a agência. Com uma proeza destas
seria de esperar mais uma vitória
mas esta é
uma realidade que não assombra os profissionais da
Tempo OMD. À semelhança do ano anterior a equipa
partiu rumo a Cannes sem grandes expectativas, mas com dois
trabalhos muito bons na manga. Entrevista de James Lanham
e Carla Melo antes de Cannes
O
festival de Cannes já não é uma novidade,
visto que já lá estiveram. Com que espírito
vai agora para Cannes como membro de júri?
Não tenho nenhuma expectativa. Eu acho que mais do
que a minha presença no júri há um elemento
mais importante este ano. Pela primeira vez Portugal está,
não em um júri, não em dois (como aconteceu
o ano passado), mas em três. E o segundo elemento é
o facto de termos conseguido entrar na área de Media.
Isto é importante para Portugal.. Com a capacidade
de criatividade, já que a dimensão do mercado
é limitada se compararmos com o peso de outros países
(EUA, Brasil, Japão), que têm uma dimensão
grande, dos quais se espera sempre uma grande presença.
Em relação ao júri de Media não
tive nenhum contacto, mas alguns conheço de nome. Há
um colega responsável da OMD Nordic (Hermann Haraldsson)
que faz parte do júri. E conheço o representante
espanhol, Jesus Muñoz, actual presidente da Mindshare.
Além disso, nós vamos começar a trabalhar
no dia 12 de Junho. E aí teremos o primeiro contacto.
Este ano, pela primeira vez, temos um representante português
nos filmes para televisão. E isso é bom para
o país. Claro que para a Tempo OMD é importante
para as pessoas terem orgulho no que fazem e sentirem-se reconhecidas
profissionalmente. E também para as marcas e clientes
sentirem que o trabalho que desenvolvem em parceira connosco
e com as agências criativas é bom. Pessoalmente,
acho que o processo vale muito internamente. O processo de
discussão interna e de selecção serve
também para colocarmos a empresa a analisar e a discutir
o seu trabalho. Isso cria uma dinâmica própria.
Com
ou sem grandes expectativas, a verdade é que conquistaram
um prémio no ano passado. E este ano vamos ter nova
vitória?
Nós este ano vamos enviar dois trabalhos. Agora em
relação a prémios, creio que o ganhar
não depende apenas de nós, também depende
dos outros trabalhos. Não há valor absoluto,
quando há um prémio há sempre um valor
relativo na comparação. Eu aprendi o ano passado
que nós devemos fazer um esforço em explicar
bem o nosso trabalho. E isso foi uma aposta ganha. Afinal,
nós trabalhamos para as marcas, para divulgar as marcas.
No fundo, o Festival de Cannes é um festival de criatividade,
mesmo na media. Esta componente é muito importante,
se não conseguirmos explicar bem o que está
por detrás da campanha, ela pode não ser tão
bem entendida. Por vezes esquecemos que há sempre diferenças
culturais. E temos que tentar ter uma forma de expressão
muito didáctica. Sem grandes juízos de valor
e conseguir passar a ideia.
Acha
que este método devia servir de exemplo para outras
agências?
Não. Cada empresa tem uma identidade própria.
Não há uma única maneira de fazer as
coisas bem. Quando tentamos fazer, tentamos fazer bem. Eu
nunca sei se a nossa maneira de fazer é boa para os
outros. Cada um de nós tem uma personalidade própria.
O nosso método tem muito a ver com a nossa postura.
Tentamos sempre encontrar novas formas de comunicação,
ou seja, formas não tradicionais de utilizar os media
tradicionais. Há que encontrar uma nova forma de abordagem
dos media. Mas não existem soluções perfeitas.
Acha
que as agências aperceberam agora de como se pode melhorar
a apresentação de forma a fazer entender rapidamente
a acção?
Era um problema. Mas eu não vi os outros trabalhos.
Só vi os que ficaram escolhidos para a shortlist e
para os prémios. Os prémios de Media são
recentes, têm quatro anos. E enquanto que num filme
publicitário nós o apresentamos para ser visualizado,
no caso da Media eles pedem para escrevermos um guião
e explicar a ideia. A Media não produz peças
criativas no sentido tradicional do termo. E portanto, no
ano passado, nós percebemos a necessidade de explicar
bem a história. Não basta mandar uma peça,
é preciso enviar um guião e apresentar um filme
de três minutos, legendado em inglês.
Relativamente
às participações portuguesas deste ano
está a par das mesmas?
Não. Acho que vou estar a par, mas não procurei
saber. Ainda temos algum tempo. Mas mais cedo ou mais tarde
acaba-se por saber quais são os projectos portugueses.
Também não soube previamente quem ia estar presente
no júri, só soube pela Internet.
Agora
falando um bocado do panorama internacional, faz alguma ideia
de como irá ser a participação dos EUA?
Não faço a mínima ideia. Não sei
se há mais inscrições ou menos. As pessoas
têm um bocado de medo de viajar nesta altura. Há
uma crise económica no mundo e isso tem sempre efeitos
na publicidade. Mas no festival de cinema de Cannes os americanos
estavam em força. Onde há grandes investimentos,
naturalmente há mais espaço para as marcas comunicarem
e simultaneamente para a criatividade se exercer. Mas há
sempre um equilíbrio nestes festivais.
É verdade que são muito fortes na área
criativa, mas às vezes há resultados inesperados.
Não se comunica ficando calado. Vale a pena investir
em boas ideias de comunicação mesmo em períodos
de crise.
Acredita
que vai haver alguma política no sentido de influenciar
o funcionamento do júri?
Isto é um festival de profissionais e acho muito diferente
de um de cinema, porque há um investimento maior na
promoção. No nosso meio nós não
vemos nenhum investimento a promover trabalhos. E nós
sabemos que nos Óscares de Hollywood há um investimento
muito grande, cria-se uma espécie de lógica
de lobby. Aqui são muitas pessoas a decidir .
Seguindo
esta lógica, e para finalizar em grande, perguntamos
que repercussões teve o leão que ganharam o
ano passado?
Para nós teve algumas a nível da auto estima,
mas no exterior as pessoas não falam muito nisso. Provavelmente
pode ter ajudado a que Portugal tenha mais do que um representante
nos júris. Foi importante para nós enquanto
empresa. Não sei se os clientes que ganhámos
agora, escolheram a agência por isso, mas acho que não.
Penso que nos escolheram pela nossa maneira de pensar as marcas.
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...e depois do evento...
E pronto! A proeza fez-se.. A Tempo OMD ganhou de novo! Um
Leão de Media foi para a acção de Rik&Rok
(Cliente Jumbo), uma campanha de quase cinquenta episódios
magistralmente criados pela produtora Mandala.

Leão
de Media para Tempo-OMD
Acabou
ser anunciado a atribuição do Leão de
Media na categoria crianças da secção
de Media do Festival Internacional de Publicidade (Cannes
Lions), ao programa "As aventuras de RIK e ROK"
emitido na RTP 1 e 2 no final do ano passado.
Este
é o segundo ano consecutivo que tanto Portugal - como
a agência de meios responsável pela concepção
daquele programa, a Tempo OMD - ganha leões de Media
no Festival de Cannes, agora numa das categorias mais difíceis,
as de Crianças.
A
necessidade de respeito por este público alvo, bem
como a integral observância das restrições
legais existentes na comunicação para crianças,
tornam este galardão atribuído ainda mais valioso,
e bem demonstrativo do rigoroso trabalho executado.
As
"Aventuras de Rik & Rok" foram emitidas em ambos
canais da RTP entre Novembro do ano passado e Janeiro deste
ano.
O
trabalho vencedor foi um trabalho criado expressamente para
a RTP, como um programa infantil diário de 1 minuto,
onde eram contadas histórias enviadas pelos pequenos
telespectadores da estação pública, encarnadas
pela coruja Rik e o leão Rok.
Rik
e Rok são duas personagens criadas no Clube para crianças,
com o mesmo nome, pelos Supermercados Jumbo/Auchan.
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Das
agências portuguesas que fazem parte da Shortlist de Imprensa,
no festival de Cannes, a JWT ganhou um Leão de Ouro com a
Salvation Army (Miguel/João/Maria); a Leo Burnett ganhou
um Leão de Prata com "Comic" (Kellogg´s All
Bran) enquanto a FCB ganhou um Leaõ de Prata com "Mosqito
Net" (CS Johnson). Ficou de fora (desqualificada ou retirada)
a campanha de imprensa da Livraria Ferin, o que aparentemente teria
sido Grand Prix se tivesse sido possível provar a sua "legitimidade"
perante a Organização...
Shortlists
e vencedores de anúncios portugueses (ver festivais)
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Zé
Ricardo!
Finalmente um jurado de Filmes em Cannes.
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E
a honra é toda de José Ricardo Cabaço,
o Director Criativo da Grey Home.
Com um longo historial de Direcção Criativa
em grandes agências internacionais e uma grande
experiência de júri de publicidade nacionais
e internacionais, este jovem director de arte foi agora
convidado a representar Portugal no júri de Filmes
do Festival de Cannes. Há muitos anos que todos
nos lamentávamos por Portugal não ter direito
a ter um jurado nesta categoria, tão forte e importante
e sempre tão concorrida pelas agências portuguesas
mas sempre com tão poucos resultados satisfatórios.
Este ano, pelo menos, teremos uma voz portuguesa que certamente
tudo fará para que injustiças não
sejam cometidas. Texto de Luísa Pereira.
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"A
camisola que eu vou vestir é a da originalidade...
nem sequer é a da nacionalidade".
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José Ricardo Cabaço |
Estamos
todos histéricos porque finalmente temos um representante
em Cannes na categoria de Filmes e eis que o eleito foi o José
Ricardo Cabaço.
É verdade, sou eu.
(Risos)... mas, por causa disso já
não temos ninguém em Press& Poster...
Não se pode ter tudo. Mas temos três jurados portugueses
em Cannes este ano.
Aliás, quatro porque o Jayme Kopke também é
jurado embora em Portugal e não em Cannes.
Fale-nos de José Ricardo, júri
em Cannes?
Para já acho que vou sofrer imenso. Tenho um programa
de trabalho que é violentíssimo. Começa
às oito e meia da manhã todos os dias e acaba
às sete e meia da noite.
Mas, foi muito bom ser escolhido. Considero que é um
reconhecimento do meu trabalho. Acho que um convite para ser
jurado num Festival é sempre um reconhecimento daquilo
que fazemos em termos de mercado e quando isso vem do Festival
mais importante do mundo, de publicidade, é óbvio
que é óptimo, é um reconhecimento que ultrapassa
a fronteira do nosso mercado e que nos põe em contacto
com as pessoas que fazem desta indústria algo tão
interessante. Depois, ser júri, é sempre bom,
porque é uma renovação concentrada do nosso
background de publicitário. É sermos confrontados
num curto espaço de tempo por uma série de trabalhos
vindos de tudo o que é mercado, dependendo do Festival
que estamos a falar. Isso é sempre bom porque renova-nos,
baliza-nos, faz-nos seguir direcções e é
sempre interessante. Conhecem-se pessoas interessantes.
Sente o peso da responsabilidade?
Eu acho que sim. É a responsabilidade de contribuir para
um festival que seja lembrado como um festival com uma premiação
justa sem dúvidas. Se nós conseguirmos isso, vai
ser óptimo. Obviamente é uma responsabilidade
enorme. Tenho imensa pena de não ter nada inscrito este
ano em Cannes. Não porque vá ser júri,
claro.
Porque não inscreveu nada?
Porque não tive trabalhos a tempo para inscrever. Tenho
trabalhos que valem a pena inscrever mas finalizámos
já depois de terminarem os prazos de inscrição.
O presidente do júri vai ser o Dan Wieden da Wiedan +
Kennedy e é um dos gurus actuais da publicidade. Acho-o
impecável. É daquelas pessoas que pensamos que
não existem mas afinal existem. Vai ser óptimo
conhecê-lo.
Não conhecia ainda?
Não, mas temos contactado telefonicamente. Temos falado
sobre o que vamos fazer e como.
Espero que seja um festival que consiga premiar a publicidade
que existe e que nós consigamos validar só o trabalho
suado e aprovado por clientes, aquele que realmente sai e visto
pelos consumidores.
Qual é a posição
que vai assumir?
O Pedro Bidarra, quando foi júri, disse que não
tinha nada que fazer de polícia. Eu acho que não
é uma questão de policiamento em relação
à publicidade que não existe, é uma questão
de consciência. Não dá para continuarmos
a ver anúncios que não saem, ganhar prémios.
Nesse sentido, com rótulo de polícia ou não,
aquilo que eu puder fazer para impedir trabalhos que não
existem de ganhar, versus outros que existem, farei.
Também é verdade que os ghosts deste país
são muito mais a nível de imprensa do que de televisão
por causa dos custos de produção. Mas eu vou estar
igualmente atento à parte de imprensa e ver o que é
que acontece.
Está a par dos trabalhos portugueses
que participam na categoria de filmes?
Ainda não. Ainda ninguém me participou nada e
até acho isso curioso porque normalmente acontece recebermos
materiais das agências. Mas, acho que como tenho tido
sempre uma atitude tão crítica e reprovadora em
relação àquilo que são ghosts ninguém
me manda nada, com receio. Estou a brincar, porque já
houve pessoas que disseram que ainda iam mandar. Curiosamente
têm-me mandado uma série de trabalho para ver mas
só de fora de Portugal. Recebi de Espanha, do México
e do Uruguai, por exemplo.
Quer isso dizer que há agências
que trabalham propositadamente os elementos do júri?
Sim, mas não no sentido de fazer algum lobby. Afinal,
como são tantos trabalhos em votação é
sempre uma mais valia para esses trabalhos serem vistos primeiro
num contexto mais isolado e com uma atenção não
tão repartida. Vou ver milhares de filmes e se houver
qualidade, não quero que essa qualidade corra o risco
de ser repartida em trinta por essa massa de anúncios.
Se eu já tiver uma ideia dos filmes é melhor.
Tem tido contacto com outros membros do
júri?
Ainda não. Há um amigo meu, o César Garcia
que saiu agora da Saatchi &Saatchi e vai estar no júri
de Press & Poster mas ainda não falei com ele e não
falei com mais ninguém. Tenho tido muita solicitação
é a nível de imprensa internacional para responder
a entrevistas via mail: da Itália e da América
Latina.
Como é que acha que vai ser o Festival
por causa da crise toda que houve?
Para já, vai faltar a tal delegação de
90 chineses que teve de ser cancelada por causa da Atípica.
Houve uma baixa de trabalhos e um corte de delegados vindos
dessa região. Acho que é mais significativo o
corte nos delegados do que nos trabalhos.
Sobre os critérios a aplicar este
ano, são os mesmos de sempre?
Pela conversa que eu e o Dan Wieden tivemos ao telefone, uma
das coisas que ele quer privilegiar em termos de atenção
é a publicidade vinda de mercados que não são
os da cultura ocidental e os já estabelecidos como geradores
de boa publicidade. Diz para não perdermos de vista países
emergentes, países de culturas diferentes e tentarmos
não ter uma atitude leviana e meio displicente em relação
a esses países para não sermos discriminatórios
em relação a essa publicidade que existe num contexto
que não é o da nossa cultura. Não é
por isso que não deve ser premiada. Esse é o objectivo
fundamental: que este seja um festival que resulte na premiação
de criatividade transversalmente, a nível mundial, todos
os países sem excepção.
O segundo aspecto a ter em conta segundo Dan Wieden é,
que seja premiada a publicidade que existe. Como ele diz: "Nós
suamos muito o ano inteiro para estarmos a premiar anúncios
que não passam pelas várias etapas". Tem
que haver um cliente que existe, um briefing bem passado, uma
campanha que é aprovada, que é veiculada, que
é vista e que é do conhecimento não só
dos publicitários que fizeram a peça mas também
do consumidor a quem o anúncio se dirige. Isso, diz para
não perdermos nunca de vista.
Um terceiro aspecto, é premiar a originalidade criativa
das campanhas, o mais possível e termos atenção
a isso. Há que premiar o que é realmente original
e ter o cuidado em tentar não premiar aquilo que já
foi visto, que já foi feito. Por vezes acontece em Cannes,
vermos até na shortlist, para produtos diferentes e marcas
diferentes, praticamente os mesmos anúncios.
É essa a atitude que o júri
vai ter. Será essa a camisola que o José Ricardo
Cabaço vai vestir?
A camisola que eu vou vestir é a da originalidade, nem
sequer é a da nacionalidade.
Qual acha que vai ser a pior dificuldade
que vai enfrentar como membro do júri?
Eu acho que a pior dificuldade vai ser o cansaço físico.
São muitos anúncios e acho que vai ser difícil
manter o mesmo critério do princípio ao fim. Isso
é uma coisa que eu vou tentar e que me vai sair do pêlo
de certeza. Vou fazer o maior esforço para manter exactamente
o mesmo critério do princípio ao fim.
Vai ter uma posição mesmo
anti-ghost neste júri, não vai?
Isso tenho eu sempre. Este ano como júri tenho oportunidade
de fazer alguma coisa pela legitimidade dos prémios.
A única maneira dos ghost acabarem é com uma atitude
do Festival. Só a organização é
que pode pôr um ponto final nisso. Enquanto as organizações
não puserem um ponto final, nós só temos
uma hipótese que é a de minimizar os estragos
que essa publicidade de um universo paralelo pode fazer no resultado
final do festival. De certeza absoluta que não podemos
evitar porque nem todos os júri têm esta atitude.
Nem todos os jurados têm o mesmo critério.
Vai haver mais elementos do júri
da mesma network?
Na categoria de televisão não. Isso obviamente
para mim a nível de network como podem calcular, foi
muito importante e não só. Nós estamos
na Grey Home, a fazer um trabalho que considero fantástico.
Está a ultrapassar todas as expectativas que tínhamos,
mesmo as mais optimistas. Neste momento, a nível da Holding
Ibérica da Grey somos a terceira empresa mais rentável
do grupo e a primeira das agências de publicidade. Estamos
à frente da Grey de Barcelona e das outras agências
do grupo e isso é muito bom e em relação
à network, está-nos a começar a colocar
no mapa da Grey de uma forma visível, o que excelente.
Este era um dos objectivos óbvios que eu tinha quando
se deu a fusão entre a Home e a Grey era de voltar a
ter uma agência visível no mercado. Eu perdi imensos
anos da minha vida no projecto da Saatchi que acabou da pior
maneira e tinha que recuperar esse atraso e isso está
a acontecer. Este trabalho que estamos a fazer na Grey está
a ser importante a nível de network e este convite para
júri, obviamente vem reforçar isso mesmo. O trabalho
que desenvolvemos, coloca-nos no mapa das agências a ter
em conta, porque a Grey é uma network com muito pouca
reputação criativa e se o nosso trabalho contribuir
para podermos trabalhar internacionalmente uma série
de coisas e isso resultar numa Grey com uma reputação
criativa diferente no futuro próximo, fantástico.
Espero ter essa oportunidade e já vi que vou ter.
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João
Novais de Paula da Directmedia
Um
veterano em Cannes
Depois de uma estreia de "peso"
no Festival de Cannes, ano passado, João Novais
de Paula é novamente membro do júri
de marketing directo.
Em conversa com a Prisma, revelou-nos parte das suas
expectativas bem como a sua posição
face aos actuais acontecimentos internacionais.
Entrevista de Carla Melo com James Lanham |
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"O
marketing é uma ciência de bom-senso" |
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A
sua presença em Cannes começa a ser habitual,
como encara tal facto?
A organização do festival de Cannes tem programas
informáticos que permitem avaliar a performance de cada
júri. Além disso, conseguem ver a independência
e o nosso método de avaliação. Procuraram
encontrar três elementos que dessem uma certa continuidade
ao trabalho. E eu fui um dos escolhidos.
Por outro lado, não temos trabalhos em competição,
o que reforça ainda mais a nossa independência
face às candidaturas. E a prova disso, é que este
ano optou-se por não se saber a agência de onde
vêm os trabalhos. Foi uma sugestão pessoal, a qual
foi muito bem aceite.
Claro que não existem sistemas perfeitos. Mas a organização
também acompanha as reuniões plenárias
e intervém quando é necessário, até
porque na atribuição do Grand Prix são
vinte e cinco elementos a votar. E muitas vezes a votação
é um processo demorado.
Quais as expectativas que tem para este
ano em relação ao Festival de Cannes?
O ano passado foi o primeiro ano, ou seja, uma experiência.
A própria organização encarou-o assim.
Depois verificou-se que esta categoria podia permanecer em competição.
E isto deve-se a dois motivos.
Em primeiro lugar, porque não é um parente pobre
da publicidade. E em segundo lugar, porque nós hoje "caminhamos"
cada vez mais para campanhas ou acções de multimedia.
A partir do momento, que o festival reconheceu que era possível
e que se devia manter esta categoria, eu acho que as expectativas
só podiam ser melhores para este ano. Além disso,
as agências tiveram mais tempo para preparar as campanhas,
até para melhorar a qualidade a apresentação
dos trabalhos.
Para os profissionais da área é importante que
exista uma representação em Cannes. Daí
que muitos estejam a apoiar o festival.
Acredita que Portugal vai ter mais hipóteses
de ganhar?
Sei que há trinta e uma participações portuguesas,
no ano passado tínhamos onze. Isto mostra que mesmo a
nível do nosso mercado, o qual é pequeno, há
interesse em participar.
Procurei com a minha experiência dar umas "dicas"
em relação à participação
e apresentação dos trabalhos. Já entrei
nesta fase da selecção, já me passaram
campanhas portuguesas, mas não recorri às agências.
A única coisa que fiz, no sentido de auxiliar as agências,
foi quando regressei de Cannes. Aí tive a atenção
de falar com as agências e fizemos reuniões de
trabalho. Porque a apresentação e a sua compreensão
é muito importante para o júri. Por isso, indiquei
que quando existem cartas, convém sempre fazer a tradução
das mesmas. Outra das vantagens é inscrever os trabalhos
em mais do que uma categoria. As inscrições são
caras, mas as agências não são as únicas
interessadas. Os clientes também gostam de participar.
Muitos reclamam que o festival ganha muito dinheiro, mas ainda
bem que assim é, porque não há mecenato.
Mas ainda em relação às propostas portuguesas,
sem dúvida nenhuma que vão ter mais hipóteses.
Houve um grande esforço no sentido de melhorar a apresentação.
Uma campanha tem que se explicar por ela mesma. Porque quando
é preciso haver explicação, então
é porque não está clara.
Pensa que a guerra e toda a crise vai
afectar o Festival de Cannes ?
A guerra do Iraque foi algo que se resolveu em quatro semanas.
Mas o que vai afectar o festival é de certeza a conjuntura
económica que o mundo inteiro está a atravessar.
Crise essa, que já se sentia no ano passado em Cannes.
De qualquer forma, nestas duas últimas semanas, em Portugal,
tem-se verificado que os colegas de publicidade já estão
mais esperançados. A França também apresenta
uma boa retoma, algo que não se verifica na Alemanha.
Por outro lado, penso que a pneumonia atípica também
vai de certa forma influenciar o decorrer do evento. Tanto que
a delegação chinesa já cancelou a sua presença
em Cannes. O festival é internacional, vem muita gente
da Austrália, Singapura, Canadá, e isso pode ter
algum impacto.
Ainda em relação ao Iraque, acho que teve mais
impacto no início, porque as pessoas estavam com receio.
Mas com os meios que hoje existem não podia ser uma guerra
catastrófica. Penso que a guerra devia ter sido resolvida
em Dezembro, Janeiro e assim teria sido melhor para a economia.
Muitas pessoas pensaram que ia durar sete, oito meses, e nestas
condições o investidor tem receio. E os publicitários
muitas vezes são os primeiros a fazer mal ao mercado,
porque dramatizam e o cliente assusta-se, retardando o investimento.
Para finalizar, tem alguma ideia da participação
que os EUA vão ter este ano no concurso?
Não tenho qualquer ideia. Penso que os dados ainda não
foram divulgados. Os Estados Unidos da América estão
também a passar por uma recessão. E isso acaba
por afectar a sua participação. Este ano sei que
os Echo Awards da DMA que são um bom barómetro,
mostram que a percentagem em relação ao ano passado,
é muito pequena, há menos dezenas de entradas
do que no ano anterior. Em Agosto vai decorrer uma reunião,
em que juntamos todas as DMA do mundo (trinta e cinco associações
nacionais) e discutimos problemas que são comuns à
actividade.
Neste momento uma das nossas preocupações é
a questão, no marketing electrónico, dos SPAM.
Estamos completamente contra. Pode-se fazer e-mail marketing,
mas deve-se ter em conta o seu uso abusivo. O marketing é
uma ciência de bom senso. No fundo, se o e-mail for bem
construído e se for ao encontro das necessidades e desejos
das pessoas, elas aceitam bem. É verdade que também
existem empresas que trabalham bem e vendem através do
comércio electrónico. Contudo não teve
o impacto que se esperava, ou seja, houve uma over evaluation.
As pessoas são receptivas, mas não são
pro- activas, no sentido de ir consultar os sites. E como tal,
tem que se provocar as pessoas, mas tendo sempre em vista o
bom senso.
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Comecemos
pela Cristina, está em Portugal há quanto tempo?
Estou há dois anos e três meses. Vim para cá
de férias há dois anos e meio e trabalhei na W/
Portugal durante três meses. Na época a Leo Burnett
tinha o Leandro Alvarez como director criativo e eu tinha mesmo
o intuito de vir trabalhar com ele. Liguei-lhe mas na altura
não havia nenhuma possibilidade. Fui sempre tentando
até que um dia já precisava sair do sítio
onde estava e telefonei e disse: "Leandro, eu quero ir
trabalhar com você." E ele disse: pode vir agora?
E foi assim...
Quando entrou na Leo Burnett então?
Cris- Eu e o Ivo entrámos os dois exactamente no mesmo
dia, 19 de Março de 2001.
Já trabalhava em publicidade no Brasil?
Cris- No Brasil trabalhava numa agência em Belo Horizonte,
de onde sou natural, que é a terceira maior capital do
Brasil. Houve uma altura que já estava a pensar sair
de lá ir para um mercado maior, como por exemplo São
Paulo ou talvez o Rio. Entretanto, tinha férias marcadas
para a Europa, ia para Madrid, mas pensei tentar aqui e deu
certo. Fiquei até hoje.
E o Ivo?
Tirei design no IADE e acabei o curso em 99. Neste ano ainda
comecei a trabalhar numa agência pequenina, chamada Versão
Original. Estive lá um ano e nessa altura já queria
entrar para publicidade. Não tive a possibilidade de
entrar logo na agência certa. Comecei mesmo por baixo
e passado um ano tive a oportunidade de entrar na Leo Burnett.
Como é que tem sido a sua experiência
ao longo destes dois anos?
Ivo-Tinha expectativas de poder fazer este trabalho e a minha
ideia era a de evoluir e de aprender e acho que foi positivo
o que fiz. Tive a oportunidade de trabalhar com pessoas diferentes.
Trabalhei com o Leandro Alvarez e trabalho agora com o Alexandre
Okada. Foi bom para mim porque em dois anos tive oportunidade
de conhecer um leque diferente de trabalho. Estamos no mesmo
sítio há dois anos mas parece mais porque as coisas
mudaram muito.
Com a partida de Anthony Gibson e a chegada
do Jaime Greene?
Cris- Sim. Mudou o presidente, mudou o director criativo, mudou
a equipa, mudaram as instalações. É quase
como se fosse uma agência nova.
Já tinham participado no concurso
de jovens criativos?
Cris- Já tínhamos participado juntos, e em separado
também e agora no CCP participámos juntos e ficámos
em segundo lugar.
Como é que foi com este anúncio
da "Gaiola"? Estavam à espera de ganhar?
Cris- Nós não tivemos nenhum grande investimento
de tempo nem de nada. Foi uma semana confusa. Foi em duas horas
no final do dia em que conversámos e depois no outro
dia de manhã produzimos mesmo a peça mas quando
nós tivemos esta ideia, sentimo-nos bem.
Como é que surgiu o convite para
o Ricardo? A vinda dele para cá teve alguma coisa a ver?
Ricardo- Estive na faculdade com Ivo. Foi ele que me deu uma
dica sobre o novo sítio a trabalhar. Queria sair da 141,
no Marketing Directo. o sítio onde estava porque sempre
quis fazer design e estava lá como director de arte.
Estou cá, apenas desde o dia 19 de Maio. Ivo sabia, porque
somos amigos, que eu tenho o hobby e paixão do webdesign.
Ele já tinha visto sites e CD interactivos realizados
por mim e perguntou-me se eu queria ir a Cannes fazer tripla
com eles. Aceitei logo, claro.
Onde é que o Ricardo trabalhou
primeiro?
Ricardo- Passei por duas pequenas agências antes da 141.
Uma delas era a PM Eventos que tinha departamento de design.
Depois fui para a Ideia Certa Comunicação onde
também tive oportunidade de fazer trabalhos de web design.
Estive lá um ano. Sempre quis fazer design, embora o
marketing directo tenha um potencial muito bom e uma componente
muito gráfica também. Adorei trabalhar na 141,
a directora criativa era excelente e ainda trabalhei com Zezo
Carvalho e depois Susana Albuquerque. A equipa era fantástica
e permaneci quase dois anos.
E em Cannes, como vai ser a parte de webdesign?
Ricardo- Sei que vou trabalhar com um software com o qual não
estou muito confiante. A nível de web para mim a Macromedia
é imbatível e estou muito confortável com
programas como Flash e com o resto do software. Mas em Cannes
o patrocinador é a Adobe e o programa é um outro
equivalente, o Live Motion e o Go Live.
Ivo- Em relação ao resto vamos estar muito bem
porque a nível de banco de imagens têm o Getty
Images (Tony Stone) que é o melhor.
Ricardo- E vamos ter acesso também a uma série
de famílias de fontes Adobe que eu sei que é um
bom produto mas não estou muito familiarizado com isso.
E
a Cris e o Ivo vão ter problemas com o software disponível?
Não, vamos trabalhar com o Fotoshop e um programa equivalente
ao Freehand que é o Illustrator e com o qual por vezes
também trabalho.
Algum de vocês já tinha estado
em Cannes no Festival?
Sim, fomos no ano passado, mandados pela agência porque
tínhamos algumas peças inscritas e este ano também
íamos, pelo que poderemos permanecer no festival até
ao fim. Se fossemos só pela organização
do Festival tínhamos que regressar na quarta, dia 18.
Têm algum apoio da Leo Burnett?
Incentivo e força. Mas, não há nenhuma
preparação específica por parte dela. Sentimos
apoio e deixou-nos à vontade. O Alexandre Okada também
já foi um dos Young Creatives. Foi ainda pelo Brasil
nos primeiros anos do concurso. Sentimos que nos dá apoio
e deixou-nos à vontade.
O Carlos Coelho da Brandia diz que não
gosta de ir a Cannes porque prefere que a inspiração
não venha de trabalhos já feitos mas sim das artes,
da música ou seja, da vida em geral...
Cris- Você pode ter a consciência de que um bom
trabalho, um trabalho novo é sempre um trabalho com inspiração
na vida e nunca com inspiração na publicidade.
Eu acho que você tem sempre que ter o cuidado de não
repetir, da publicidade não ser a sua única referência.
Ao mesmo tempo temos que estar a par do que se faz. Só
de ver o trabalho de algumas pessoas, fica-se logo motivado.
Como o que vimos o ano passado em Cannes... é tão
bom. "Dá pica" e no nosso trabalho, precisamos
disso. Viemos de lá histéricos com vontade de
fazer tudo. Há pessoas que estudam aquilo, anotam a tipologia
e tudo aquilo serve mesmo de referência. Aí acho
que já perde a graça. O trabalho é criativo,
você tem que criar, tem que fazer algo que não
existe..
Ivo- Mas quer queiramos, quer não, somos sempre influenciados
pelo que os outros fazem, sempre. Se ficarmos fechados no nosso
trabalho sem receber influências das "tendências"
ou do que se pode chamar a "vanguarda", ficamos numa
redoma.
Ricardo- E é daí que vem todo o processo evolutivo
também. Vem do que nós vivemos e de pesquisarmos
coisas e de vermos outras campanhas e de ver o que é
que está a ser feito.
Têm anúncios a concorrer
em Cannes?
Sim, temos alguns da McDonald´s e Kellog´s, por
exemplo.
Então boa sorte, agora só
falta ganhar!
Ivo- Temos que ir com força e motivação
para fazer e temos que nos divertir também um pouco.
Divertir-nos, acho que é a melhor forma de olhar para
isto e é essencial mesmo no dia a dia de trabalho. De
todos os trabalhos que faço quero sempre poder tirar
alguma diversão.
Como diz Mary Poppins: "Find the
fun and the work´s a game"?
Ivo- Acho que essa é uma atitude fantástica.
Em busca
da vitória e de muita diversão!
Da esq:
Ivo, Cris, Ricardo
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